terça-feira, 3 de junho de 2008

Meu Deus...


"Meu Deus, me dê coragem, pois meus olhos pesam e minha mente não entende por que continuar vivendo. Viver é isso? Se é, abstenho-me agora, Senhor. Liberte-me, pois tenho vontades prementes que estão longe do estereotipado que é imposto pelo mundo assim que o corpo entra na atmosfera poluída e desequilibrada. Preciso de uma liberdade de louco que não pode enxergar com os olhos da alma e que o cérebro simplesmente não recebe informações. Estas informações, Meu Deus, possuem doses infindáveis de realidade absintada, e o meu cérebro já não agüenta mais. Meu cérebro não está mais agüentando a atmosfera vil que poucos - infelizes - conseguem ver, sentir, odiar e se abster.
Porque existir, Meu Deus, requer uma coragem bruta, e isto é difícil. Porque neste sistema animalesco, ser correto consigo mesmo exige uma paciência celestial, e às vezes a minha foge e desaparece: é que uma cólera me toma e eu perco o silêncio da alma - o silêncio precioso. Porque há momentos em que a vontade de desistir invade, e a de sucumbir ao nada também. Porque ver, oh Deus, é cruel, e sentir é ainda pior. Porque "ser" tem sido o meu pior castigo... "

sábado, 10 de maio de 2008

Apenas viva!





Escrevo por querer falar e não poder - só consigo exprimir a essência através do silêncio. Hoje - em silêncio - meus olhos devoraram inúmeros enigmas que me fizeram caminhar como uma criatura insone, que simplesmente caminha sem se importar com absolutamente nada. Perplexa, descobri que na escrita podemos achar o êxtase - o êxtase que, conseqüentemente, nos faz perceber que a infinidade de mistérios que nos rodeiam é bem maior do que possamos imaginar. A escrita é o silêncio nu e cru. Gritos... Lágrimas... Pesadelos... Risos... A vida jamais vivida. É tão vasto! Tão esdrúxulo que nem vivendo um milênio eu conseguiria descrever. E eu caminhei, desnorteada, com a chusma de seres humanos repletos de enigmas. Cada um com os seus, e os meus pareciam transcender qualquer um. Os meus parecem ser os mais indecifráveis.
Para que se preocupar em entender o que se passa? Não entender é leveza; não entender nos dá asas.
Nos últimos meses, nos quais tenho sido atacada por explosões de pensamentos eufóricos, sinto que amadureci alguns milênios. Pela primeira vez orgulho-me: não pensei em desistir. Suportei a dor e a ambigüidade dilacerante que os enigmas da vida provocam na mais plena solidão. Dói de verdade: como se a alma estivesse em ininterrupta mutação. A mente incomoda: minha pobre mente vertiginosa que, por vezes, aparenta querer parar.
Até quando vai durar? (Até o fim, com certeza.)

"- Mas não se preocupe... Apenas viva."

domingo, 27 de abril de 2008

Sonhar...





Como quem perde a lucidez, momentaneamente não existo. Minhas certezas flutuam como nuvens albinas no azul do céu. O silêncio existe. Mergulho no silêncio como quem mergulha num banho tépido, e o eco que as batidas do meu coração produzem são o único sinal vital. Quisera eu não ver as coisas de modo tão transparente! Quisera eu não viver os momentos de forma tão intensa e hipérbole. Mas "sou", e como a fúria de um dilúvio existo. Existir dói, escarna, sangra... Mas é tão sublime! É tão sublime viver como um enólogo que discerne os mais variados vinhos: degustando, sem receio, uma infinidade de detalhes e sabores da vida. É difícil, é amargo, mas também é doçura e leveza.
O que seria de nós, seres humanos, se não tivéssemos a capacidade de surdir em cada devaneio? Possuímos a capacidade e, felizmente, os sonhos são capazes de romper ferozmente a realidade.
Eu sonho! Pois sonhar é ultrapassar o imensurável, o eterno, o inexeqüível. É viver - sem temores - o mais impossível. É sentir plenamente cada momento: cada lágrima, cada sorriso/risada, cada dor, cada realidade aspirada. É cair no mais profundo abismo e levantar vôo. É lutar sem o medo de se machucar e perecer. É sempre conseguir enxergar lucernas nos mais obscuros túneis. É mover o céu, a terra e o mar com a força dos desejos. É estar vazio e sentir-se pleno de tudo. É conseguir conseguir sentir, mergulhado no mais infindável silêncio, o doce mistério dos sonhos. E não existem empecilhos, não existem dogmas, tampouco regras: sonhar é uma das mistificações mais cósmicas.
E nada pode impedir meu contentamento insólito; nada pode impedir minha amargúra-aprendizado, pois eu sonho com a sede dos mais infrenes devaneios, do êxtase mais acéfalo, da candura mais menosprezada, do vôo mais livre!
Eis uma característica de minha essência indelével: ao sonhar consigo tocar a realidade ilibada - a realidade inautida - a realidade incrustada no fundo da alma.

domingo, 13 de abril de 2008

Inverno brasileiro




Bom para uns e ruim para outros. Bom pelo fato de melhorar a situação áspera no clima, mas o lado ruim supera o bom. Os estados estão em calamidade pública e as chuvas provocam transbordamentos de açudes, rios e até mesmo de pequenos reservatórios. As ruas ficam alagadas. Quedas de barreiras e enchentes deixam milhares de moradores das periferias e favelas desabrigados. Há proliferação de doenças.
Problemas para a população. Boa parte destas situações ciclópicas de caos superabundante se deve à inércia das gestões administrativas, que não cuidam dos problemas estruturais, tampouco tentam melhorar esta situação caótica em que se encontram nossos estados brasileiros. Não posso deixar de percutir o perfunctório presidente da república (como em todos os meus demais textos que falam sobre os problemas brasileiros) : a Excelência, que diz amar o país e consegue dormir vendo milhares de desgraças nos jornais, na tv, no rádio. Onde estarão os valores de sua estirpe, que o tal fez questão de promulgar com ênfases hiperbólicas durante sua campanha? Como ele consegue ver tamanha penúria e dar as costas aos problemas?
Todos os dias podemos acompanhar na TV, rádio, jornais, revistas e etc., o reflexo do homem que colocaram na presidência por ser humilde, esforçado, "trabalhador". Todos os dias podemos acompanhar em cada escola pública e seus professores, em cada rua que caminhamos, em cada pai de família que nos aborda na rua deprecando por dinheiro para sua família ter o que comer, em cada posto de saúde e etc., quem são os senhores ministros, os senhores governadores, os senhores prefeitos, deputados... Enfim! Podemos ver o quão imunda é esta gestão de incompetentes desleais que só pensam, em primeiro lugar, na própria conta bancária.
Até quando todo este desmazelo?! Até quando vai durar esta imundície? São perguntas sem respostas, pois a cada dia que se passa a corrupção congemina em nosso país. E a história se repete todos os anos. Enquanto os senhores de Brasília lutam por seus "bônus" absurdos, o Brasil imerge em lama - literalmente.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Minha loucura




Por vezes as dores que apertam meu interior são o único modo de continuar acreditando na vida. Pensamentos que me levam a duvidar de mim mesma passeiam em minha cabeça. Às vezes um lapso interminável toma minha memória; acabo saindo do material, rumo a uma dimensão onde só o vazio existe. Quando volto – como se nada fizesse sentido –, questiono tudo. Acredito que todos nós temos estes momentos. Momentos em que podemos achar o nosso próprio universo hilário, intrigante e dúbio; momentos em que a vida parece tão improfícua que – em alguns segundos – sentimos nossa mente ser sorvida pelo vazio. Gosto de analisar (por mais que a análise me deixe ainda mais confusa). O universo é deveras imensurável e tudo que nos rodeia idem, inclusive as pobres mentes humanas. Quisera eu que um livro com todas as respostas que preciso caísse em minhas mãos! Mas quem disse que a vida é fácil? Livros repletos de respostas não caem do céu. Nada cai. Vivemos em um mundo duvidoso, incerto, ambíguo. Nosso cérebro é capaz de produzir milhões de pensamentos; milhões de crenças; milhões de temores, certezas e uma infinidade de sensações e sentimentos. Cada um com seu modo de enxergar as coisas. Diate disso sinto-me desvairada. Minha pseudo-loucura? É benigna, estonteante, mas às vezes também pode ser puro báratro. Minha loucura gera perfectibilidade e assim, sem lástimas, vivo as quimeras mais frenéticas, as psicoses mais brutas, as doenças mais letais e as dores mais fortes! Meu sangue tem o – ilusório – peso dos alucinógenos mais edazes e impertinentes que congeminam meus devaneios. Minhas lágrimas têm o peso da mais lúgubre tristeza; têm o peso do contentamento que – esperançoso – tem a sede de não mais acabar. Entreguei-me e, ansiosa para viver o amanhã, caminho pelo mais inexorável aprendizado que existe: a vida.

sexta-feira, 21 de março de 2008

"Assim sou eu no mundo..."




É impossível me conhecer verdadeiramente através de diálogos ou análises de comportamento, pois a imensa dubiedade que minha presença produz não permite. Sou inintelígivel para mim mesma, e por vezes prefiro não me esforçar para entender o que se passa. Sinto-me louca sem ser, e assim reflito sobre as mais variadas coisas.
Ao escrever, sinto-me dualista. Sofro e alegro-me. Minhas desequilibradas palavras são pensamentos expelidos em meio ao mais profundo silêncio, que pode residir num mero pedaço de papel, por exemplo.
Minhas palavras são risadas e lágrimas. São a vontade de gritar, de afogar-me em meio às lágrimas que queimam e descarnam minha face. Minhas palavras são feridas que abertas e profundíssimamente irritadas gotejam o mais ávido sangue, mas também são a esperança, a vontade que tenho de ser feliz. São o luxo do meu dom de conseguir expressar inúmeros sentimentos através do mais imane silêncio. Por isso, então, escrever exercita, enriquece e ameniza minha alma. É mergulhando na fabulosa prolixidade de palavras que existo. Singelas folhas de papel refletem minha intimidade mais íntima, pois sem medo, sou explícita e mostro minha alma sem trajes, sem embustes, como se cada frase fosse tirada de minhas mais profundas entranhas. Afinal, nada tenho a perder. Assim sou eu no mundo - e poucos podem entender o mistério da coisa.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Responsabilidade!








Nós, seres humanos, sofremos metamorfoses constantes. Cada um com sua respectiva necessidade interior. Acredito que cheguei a um ponto onde a vida só impele à maturidade. Medo, insegurança, aflição, timidez, acanhamento... Começar a viver uma fase onde responsabilidade é imprescindível sem sombra de dúvidas é algo mágico: pode ser a força que nos leva a tomar decisões, a moldar o nosso caráter. A cada nova fase, novas sensações são conhecidas, novas experiências são aspiradas. Você prospera ou retrocede. Isso? Corresponde aos critérios e à vontade que cada pessoa tem para construir a própria vida. Muitas vezes, para se chegar ao fim da fase, é necessário haver congruência consigo mesmo, mesmo que tenhamos que nos esforçar para assim ser. Quero dizer que por vezes estamos fadados à coisas que não nos agradam, mas ainda, sim, deveríamos refletir e tentar enxergar pontos positivos - sempre há - para que haja a então congruência tão necessária. Não podemos desistir de encarar obstáculos, fatalidades, realidades (que muitas vezes até podem nos levar à vitória). É necessário analisá-los, degluti-los e absorvê-los, como se fossem comida para o nosso próprio ego e alma. Deveríamos pensar nas dificuldades como os gladiadores à moda antiga pensavam em exterminar o oponente. Em outras palavras, o sucesso dependerá da vontade de se alcançar o que deseja; da vontade que se tem de chegar no auge da felicidade (mesmo que a mesma seja, em partes, utópica). Como uma gladiadora ainda tenho inúmeras batalhas que precisam ser debeladas e, de certa forma, tenho um certo receio. Mas em mim a vontade de ser feliz sempre se mostra supina, apesar dos dilúvios.
Ao buscar aprendizado, a vontade de progredir deixa sofreguidão; instiga. Deixo aqui o meu obrigada, totalmente dedicado às pessoas que me deram total apoio e incentivo.


Uma nova fase começa...

sábado, 1 de março de 2008

Amizade






Falar de amizade é falar de lealdade, sinceridade, cumplicidade, companheirismo, altruísmo recíproco - uma infinidade de sentimentos e atos que transcendem qualquer palavra. A princípio, todos demonstram lealdade, magnanimidade, boas intenções. São pessoas que te ouvem, que aparentemente te compreendem, que te animam. É bom, sem dúvidas, mas é claro que isso não é o bastante para chamarmos outrem de "amigo". Muitas pessoas sofrem por aqueles que consideravam "amigos" e acabaram mostrando que o título não era merecido. Felizmente a vida sempre se mostra irônica: quando precisamos de verdadeiros amigos, quem poderia oferecer a mão te entrega às paredes. Nesses momentos, vemos a quem verdadeiramente podemos dar o título de amigo. Um dos ditos populares mais corretos: Antes só que mal acompanhado. Não sou infeliz por ter pouquíssimos amigos. Jamais, pois gosto de "qualidade".
Certa vez ouvi a história de um empresário bem sucedido que possuía vários amigos. Por uma fatalidade, ele perdeu tudo. Decidiu, então, recomeçar a vida. Pediu a cada amigo uma singela quantia em dinheiro. Dos vários que se diziam seus amigos, só dois lhe ajudaram. Os outros o menosprezaram e fingiram nem o conhecer.
Ser tratado com desdém por uma pessoa querida machuca, decepa. Atualmente tento ser o mais cautelosa possível quando se trata de sentimentos direcionados às pessoas. Tento me valorizar. Penso sempre que "eu" sou a única incapaz de me trair ou abandonar. Sozinha aprendi inúmeras coisas. Sou graduada em maturidade graças ao ostracismo; as noites de lágrimas ininterruptas e adurentes; aos pensamentos subversivos, que para muitos não passavam de pensamentos grotescos de uma adolescente tomada pela baixa auto-estima; a Senhora Solidão. Jamais me arrependerei pelos momentos de solidão e tristeza que me levaram a refletir e a fabricar sabedoria. Você tem medo de ficar só? Não tenha. Tenha medo de se perder num vazio que só poderá ser enxergado por você mesmo. Afinal, você é o único que pode ajudá-lo com as coisas que provocam o poço mais fundo. A que me refiro? Refiro-me às doenças da alma, que nenhum amigo, nem mesmo seus pais, poderia ser capaz de curar. Penso que estas coisas, sim, são letais. Valorize-se! Você é o único que pode navegar pelo seu interior; o único que pode acalentar a própria alma; o único que tem a chave de sua natureza mais íntima.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Descanse em paz, meu vovô!







Daria o universo para ouvi-lo dizer o "Oi, Maria Brunete" que tanto me comovia. Sua presença, que transmitia tanta paz, felicidade e boas energias, fará uma falta infindável. Meu avô ímpar, meu segundo pai! Apesar de tê-lo perdido há pouquíssimo tempo, já sinto uma saudade imensa. Saudade inefável que esmaga meu coração. Sinto-me soberba por tê-lo tido como avô. Meu único avô. Uma criatura dócil, gentil, generosa, magnânima. Sempre me passou, assiduamente, belos ensinamentos e conselhos excepcionais que tanto me levam/levaram a refletir. É, vovô. Para mim, você é, e sempre será, o guerreiro mais longânime, valente e sábio. Não mais ouvirei seus conselhos benignos; não mais ouvirei suas piadas, que só eram tão engraçadíssimas porque sua forma contagiante de contá-las assim as faziam; não mais poderei me encher de fé e esperança após suas orações; não mais poderei vê-lo comemorar a minha chegada em sua casa. Nunca mais poderei sentir a presença de sua matéria, sempre sorridente, que só alegrava. Sinto-me contrita por não tê-lo beijado, abraçado e acariciado mais vezes. Mas você sabia, e compreendia, que aquele era meu modo de amar; meu taciturno amor. Sempre me tratou com muito carinho, dedicação e respeito.
Ao beijar seu rosto gélido, pálido e arcano, você me fez pensar na vida e nas pessoas de um modo mais especial. Parece irônico, mas você me fez ver a vida de forma mais ampla e afável. Perdoe-me por ter sido tão tímida e acanhada; perdoe-me por não ter dito, com todas as letras, que o amava; perdoe-me por não ter chegado a tempo. Sem mais. Tributo a você minha eterna gratidão, respeito e admiração! Jamais esquecerei sua estirpe impoluta, íntegra, portentosa e morigerada que tanto nos orgulha. Jamais deixarei de vê-lo como o maior exemplo de ser humano - exemplo que será passado para as futuras gerações de nossa família.
Sua presença corpórea se foi, mas a incorpórea jamais partirá. Os momentos em que pude estar ao seu lado estarão para sempre cravados em meu coração. O amor, o respeito e a admiração, que sinto por você, jamais partirão. Pois o verdadeiro amor não acaba; o verdadeiro amor é incondicional, eterno e imortal. Você é uma das pessoas que conquistaram um lugar eterno e imortal em meu coração. Será lembrado até o fim, por todos nós, sempre, como um dos homens mais dignos que já habitou este acromo mundo. Sua batalha aqui na terra foi debelada de forma mais sublime impossível! Tua honrosa vitória será lembrada pra sempre! Descanse em paz, meu vovô! Até breve.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Ah, o amor....





Costumo dizer que a humanidade tem sérios problemas de ignorância, estupidez, futilidade, mas penso que acima disto existe o amor - é raro, mas existe. Acredito que o amor da maior parte da humanidade é ilusório. Com o tempo, com as gerações, as pessoas o generalizaram. Se pararmos para pensar, vemos que o amor sincero, puro, imaculado e impoluto que existiu para os nossos antepassados deu lugar ao amor ilusório repleto de interesses, falsidade, oportunismo: mitomania pura.
Pouco falo de amor, quase nada eu diria,mas quando falo emociono-me a ponto de cair em prantos. Sou uma eterna apaixonada por aqueles que conquistaram o meu coração. O amor por estes, tão raros, reside em cada gotícula de sangue que possuo em minhas veias; em cada pensamento que meu cérebro produz; em cada litro de ar que chega aos meus pulmões; em cada pulsar do meu coração. Sem meias palavras, digo que o amor é tão imprescindível quanto o ar que respiro ou qualquer outra coisa que meu corpo não possa se abster. Posso senti-lo tocar minha alma; posso sentir sua presença, ubíqua, em minhas entranhas, e por isso considero-me a mais soberba!
O amor resiste a qualquer distância, a qualquer orgulho, a qualquer indiferença, a qualquer desavença. O verdadeiro amor não acaba. O verdadeiro amor não se esvai. O verdadeiro amor é incondicional e eterno. Não existe vergonha; não existe egoísmo; não existe egocentrismo; não existe contrição. Não me atrevo a tentar descrever o sentimento mais ciclópico e belo que existe, pois nenhum epítome é suficiente. Ah, o amor! Sem dúvidas é o sentimento mais belo e exuberante que um ser é capaz de possuir.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Nênia





"Dia pálido e lúgubre;
Como se o céu estivesse em lutuoso sofrimento.
Sofrimento que atinge como um bisturi.
Bisturi que destrói coração
bisturi que corta entranhas,
Dilacerando cada milímetro, fazendo sangrar.
Não consigo pensar; Não consigo beber, pois a garganta se contrai.
Os olhos imergidos em lágrimas tão contínuas, que descem como labaredas,
Queimando a face.
Oh, mente Imponderabilíssima, inefável, pérfida!
Por que resolveste impelir-me na mais imensa tristeza?!
Deixe-me debelar esta biofobia! Deixe-me vencê-la!
Só tu podes me ajudar!
Não vês que já estou agonizando? Não vês que quero viver?
Sim, eu quero viver! E não posso mais esperar..."


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Todos nós podemos






Sabe quando se está diante de um povaréu e não se vê, ouve e sente absolutamente nada? Ás vezes queremos ser compreendidos, mas não há quem compreenda. A máscara que uso causa incômodo e náuseas constantes. Tento não me preocupar com os problemas ao meu redor e ser uma inexorável otimista. A vida não é fácil, sem dúvidas. Acho que ainda nem comecei a vivê-la, mas um medo demasiado já me consome. Tento controlar meus pensamento, mas quando se trata da minha vida, meus neurônios trabalham sôfregos, incessantes em busca de soluções e conforto. Pouco posso fazer, e isso me deprime. Tenho uma necessidade infindável de lograr a vida. Quero alcançar cada sonho que aspiro; quero alcançar cada coisa que desejo, embora possua muitos obstáculos para enfrentar antes de alcançar a então felicidade. Por vezes gostaria de ser um aríete para passar por cima de cada empecilho, de cada sentimento contrário, de cada problema que emerge, de cada momento em que me sinto infausta, abstrusa, desgostosa... (mesmo sabendo que fazem parte do aprendizado). Apesar dos momentos em que penso que vou perecer, acredito em mim. Sei que sou capaz. Quanto à vida: poucos são os fracos que conseguem vivê-la, e penso isso sempre que sinto as lágrimas me deceparem. Apesar dos pesares, continuo pensando que sempre há uma lucerna em cada túnel e em cada abismo, por mais que ás vezes pareça impossível. A cada queda, novas lições são expostas: novos aprendizados que podem nos tornar melhores e fortes. É necessário ser deveras pertinaz para conseguir viver a vida. E necessário ter um bom estômago; é necessário ter sede de ser feliz, por mais que saibamos que tudo é utopia. Acredito, sim, que tudo é utopia, mas quero um dia, então, ser feliz - como passarinhos que voam, livres, no azul turquesa do céu; como uma criança que brinca, despreocupada e encantada. Quero sentir-me altiva como a cor vermelha de uma luxuriosa rosa... Eu quero! Eu posso. Todos nós podemos.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

O fim é igual para todos






Sabemos que apenas o "hoje" existe. O amanhã?! É incerto. Nada se sabe, tudo se imagina. Quando começamos a pensar na incerteza do amanhã, mergulhamos no mais imane dilema. Hoje podemos estar bem. O amanhã pode ser pus, algia, decsesso, abulia, necrose, nervos fragmentados, coração paralisado, prostração, impotência. Somos frágeis e ao observar esta fragilidade numa carcaça alheia, de perto, pode-se dizer que o medo nos invade. Refletir não é o bastante. Talvez, se pudéssemos viver um dia de grande abiose, poderíamos valorizar e entender melhor a vida.
Costumo reclamar, esbravejar, reivindicar por não ter tudo o que desejo, e acredito que todos assim fazem. É da natureza do ser humano não se contentar com o que se tem em mãos. Às vezes precisamos ser acalcanhados e espezinhados para aprender. Para que tanta beligerância? Para que tanta empáfia? Penso que o mundo é um baile, cujas pessoas usam máscaras e só se importam com os próprios "trajes". Muitas vezes a máscara e trajes só caem quando se está definhando, ou até mesmo quando se está no fundo do mais infindável poço. A beleza, o dinheiro, os bens materiais um dia acabam e se tornam inúteis e anacrônicos. Diante de tais coisas é impressionante que existam seres humanos megalômanos, que se acham superiores e atropelam tudo e todos com suas toneladas de futilidade. Quando falecemos somos reduzidos ao pó, literalmente, virando humo à terra. Basta uma enfermidade para notarmos que somos fracos e sensíveis; que somos um nada. Por mais que tenhamos abastança financeira demasiada, o fim é igual para todos.
Nem mesmo o mais exímio sábio poderia explicar a estupidez humana. Estupidez que só destrói e só depreda. Penso que se as pessoas dessem menos valor às coisas supérfluas, o mundo seria diferente. Pequenas coisas, que estão bem próximas e acabam sendo tratadas de forma insignificante podem se tornar grandes um dia (tão grandes que são capazes de nos afogar no mais edaz remorso, no mais edaz sentimento de culpa, na mais imensurável agonia). Penso tanto na futilidade humana que, por vezes, minha mente gira, ébria, por não entender por que somos tão medíocres, beligerantes, arrogantes, estúpidos, acéfalos... Donos de um egoísmo sem limites.
Acredito que a vida nos dá chances para que possamos evoluir, mas somos tão impenitentes que defenestramos estas chances milhares de vezes e nossa decência, inclusive. E assim, em guerra, em miséria, em tristeza, em sangue e hipocrisia segue este acromo mundo ao qual habitamos.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

A Igreja católica e a sexualidade




Domingo, dia 27 de Janeiro de 2008. Ao navegar na Internet, vejo:


"Arquidiocese ameaça ir à Justiça para proibir a prefeitura de distribuir 'pílulas do dia seguinte'.
Entidade classificou proposta da Prefeitura de Recife como aberração."



Uma palavra sobre a igreja católica: Hipocrisia. Há muito tempo venho vendo em jornais, revistas, sites e etc., críticas da igreja católica direcionadas ao aborto, às pílulas do dia seguinte, aos preservativos e até mesmo às aulas de educação sexual em escolas. Geralmente sou contra o aborto, afinal, sou a favor do direito à vida, mas penso que possuímos desejos inevitáveis. Contudo, cada um tem o direito de fazer com o próprio corpo o que quiser, mesmo que com ilicitude (não vejam isso como um apoio às mães sem coração - ou não - que expulsam seus filhos do próprio corpo). Quanto às pílulas, métodos de contracepção e às aulas, pergunto-me: o que será que eles pensam ao criticar coisas de tamanha importância que podem evitar que milhares de pessoas em todo mundo o mundo sofram com doenças e até mesmo com as consequências de atos, muitas vezes, desvairados e imponderados? Não tenho nada contra as pessoas que seguem tal religião. Respeito as religiões e crenças, mas não posso deixar de afirmar que as idéias do catolicismo são medíocres. Pelo menos 28 milhões de pessoas, em todo o mundo, já morreram de Aids; milhares de adolescentes estiveram e estão grávidas; milhares de jovens estão infectados com doenças sexualmente transmissíveis.
Não vou falar aqui tudo que penso sobre, pois seria desagradável até para mim mesma. Em suma, permito-me promulgar que tenho nojo de ideologias baratas que, para mim, estão repletas de utopias e invencionices que causam alienação. A religião católica é asneirenta, repleta de moralismo fútil, preconceituoso e ilusório; é repleta de dogmas primatas e deploráveis. Enquanto o Papa julga o orgasmo como um genocídio, há proliferação de doenças e mortes, mas a igreja só enxerga o próprio moralismo. É risível. Digna de deboches e lástimas. Estará o Deus a quem mesuram satisfeito?

domingo, 20 de janeiro de 2008

Valores morais



Existem momentos em que tudo em nossas vidas caminham tão bem que temos a leve sensação de poder tocar nos sonhos, nas coisas aspiradas. Quando a vida resolve nos depredar, trazendo-nos de volta a então realidade, o desencanto dá lugar para a infelicidade instalar-se. É como se nos transformássemos em escopos ambulantes, sendo atacados por dardos afilados de realidade. Costumo dizer que as fatalidades são imensuravelmente absintadas, apáticas, impolidas, acrimoniosas, mas também costumo dizer que todas, sem exceções, expõe fatos construtivos e benignos que podem, sim, nos tornar melhores e superiores. Prefiro uma realidade constante e absintada a uma quimera intrujona que causaria um estresse e tristeza ainda maiores, ao ser descoberta. Cada dor, cada vitória torna nossas vidas diferentes; constroem nosso edifício. Pequenos detalhes desperdiçados poderiam fazer muita diferença. Refletir, analisar, aspirar os fatos é necessário. A solução pode estar bem debaixo do seu próprio nariz.
Nos momentos em que mais precisamos de auxílio, vemos quem verdadeiramente nos merece. Vemos os fatos de forma mais ampla. Às vezes, quem achávamos ser inimigos acabam sendo melhores ouvintes, melhores confidentes... melhores amigos. O número de pessoas a quem tributo amizade, carinho e respeito equivalem aos dedos de uma única mão. Nos dias atuais a palavra "amizade" acabou se vulgarizando. Não somente a palavra amizade, mas também a humanidade em si.
Todos os dias, ao meu redor, vejo pessoas propalando bondade, boa estirpe, dignidade. O que você faz para se intitular uma pessoa de boa estirpe? Particularmente, estou farta de pessoas hipócritas e dissimuladas. Às vezes acho que não pertenço a este mundo. Acho que não pertenço á esta raça. (Tá, isso pode parecer surreal e fantasioso, mas ao desabafar costumamos ser bem ininteligíveis para muitos. Sempre.)
Considero-me supina a muitas coisas e pessoas deste mundo. Sem falsa modéstia, considero-me um ser raro. Sou uma otimista - e também pessimista - convicta. A vida me mostrou que sou capaz de tudo; mostrou-me que jamais devemos nos sentir totalmente predestinados às desgraças; mostrou-me que ter boa índole e ser verdadeiro faz bem à alma. A cada dia um novo aprendizado. Assim é a vida: um inesgotável aprendizado. Muitos, devido à falta de bom senso e discernimento, perdem grandes oportunidades, inclusive os próprios valores morais. Os valores morais da humanidade mudaram e deram lugar à estupidez (que fique bem claro que não estou me intitulando uma "moralista"). O mundo está repleto de falsos moralistas que propalam coisas e fazem, ou pensam, de forma contrária. Sendo assim, de que adianta expor uma imagem morigerada? Jamais vou querer isto para mim, e acho que sempre vou parecer uma pessoa subversiva. Pouco importa. Ser você mesmo é ter personalidade. Personalidade é algo ímpar, algo que poucos possuem, algo que tem poder e te torna exímio e excepcional. Acredito em valores morais. Para mim, é isso que mais faz falta ao mundo. Falta pudor, falta discernimento, falta democracia; faltam uma infinidade de coisas que poderiam fazer muita diferença. Mas quem se importa?
Seres humanos decentes?! Algo raro, sem dúvidas.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Rede pública de saúde



Ao falar sobre o tema em questão, fico indignada diante dos milhões de problemas que vejo em nossos hospitais públicos. A situação crítica e inexaurível, da rede pública de saúde brasileira, é digna de vergonha. Hospitais desestruturados; médicos vergonhosamente mal remunerados, desestimulados para exercercerem suas profissões arduamente; corredores adstritos que aglomeram pessoas, e muitas delas definhando e à espera para serem atendidas; A falta de remédios, e até mesmo médicos, por estarem em greve ou pedirem demissão. A situação inevitável na qual nós, seres humanos, somos obrigados a viver causa revolta. Os problemas são muitos e graves. Cabe somente ao Senhor Luiz Inácio nos dar uma satisfação e organizar esta gestão porca, que ele mesmo montou.
Lembro-me que um dia o presidente afirmou que "a saúde pública brasileira é quase de primeiro mundo". Claro! Não estava tão longe da verdade, porém, o que não ficou notável - o que foi omitido - é que não é a saúde pública brasileira que é boa, mas a saúde pública de vários países do primeiro mundo é que é ruim, burocratizada e, por isso, precária.
A situação atinge as cinco regiões brasileiras, tornando mais do que legível as graves condições. Até quando vai durar isso? Até quando este capitalismo existente no país e mundo vai durar? Quem não tem dinheiro disponível para planos de saúde sempre terá que conviver com tais situações alvitantes, sofrer em filas, sofrer com a espera e até morrer. Sei que nunca haverá um mundo perfeito; mundo perfeito só existe para pessoas que sofrem de desmemória, mas pode ser melhorado. O Brasil pode ser melhor, porém, não existem gestões competentes e interessadas em tentar organizar o país em que vivemos. O que existe pode se resumir em duas palavras: corrupção exacerbada!
Resta somente esperar a cartada final da vida, sem se preocupar com o que será vivido até lá, e se auto-desejar boa sorte.
(Um dia terei biofobia por viver em um mundo como este.)

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Amar é...




O amor é bem mais que um "gostar excessivo". Amar é desejar a cada milésimo; amar é conseguir expressar em cada olhar os sentimentos mais imos; amar é ser cauteloso, dedicado; amar é não deixar que óbice algum, na face da terra, consiga reprimir os sentimentos ou causar distanciamento; amar é, além de qualquer circunstância, ter como meritório aquele que se ama; amar é viver cada dia como se fosse o derradeiro; amar é apoiar, levantar, acalentar em todos os momentos, infaustos ou não, merecidos ou não; amar é sentir-se soberbo; amar é sentir o coração bater mais forte; amar é ter medo do acaso, das fatalidades; amar é sentir presença na ausência; amar é sentir demasiada saudade em pouquíssimo tempo; amar é em momento algum ser orgulhoso; amar é acreditar no "para sempre"; amar é sair de si em momentos de ciúme, pelo medo demasiado de perder a pessoa amada; amar é surdir; amar é sentir que amar é TUDO; amar é não conseguir expressar o amor em meras palavras...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Nímia solidão





"A loucura faz minha mente girar e a dor corta minha lurida pele.
Aqui definha uma ferida.
Ferida por esta nímia solidão...
Desejando ver qualquer lucerna no fim do túnel.

Desejando nunca mais acordar."

Pai!




Lembrar de você é lembrar de momentos felizes, melífluos, afáveis.
Devo a você lembranças dos mais lindos momentos de minha vida, que fazem do meu amor por você um amor idílio, singular.
Quanto aprendizado, quantas lições de vida, quantos ensinamentos, palavras de incentivo, de carinho, afeto e respeito recíproco.
Você sempre foi e é bem mais que um pai. Meu preceptor ímpar que, com certeza, será sempre inolvidável. Não somente por ser mãe nos momentos mais imos, em que só uma mãe deveria agir; não somente por me oferecer achego sempre que preciso; não somente por acreditar em mim cegamente, investindo total confiança; não somente por, apesar de todas as inconseqüências e desvarios, não ter desistido de mim; não somente por suas magnanimidades, e também seus defeitos, mas sempre mostrando total inteireza.
A pessoa a quem tributo total respeito e idolatria. Um pai mais que proeminente e idôneo. Precípuo em minha vida.
Seria imodéstia falar que você é o pai que toda garota gostaria de ter?! Pouco importa.
Você merece bem mais que um título de pai perfeito, e faço questão de promulgar ao mundo que me sinto imensamente soberba por poder gozar de sua confiança, amizade e por, principalmente, por tê-lo como pai. Em suma, o que sinto por você é inexplicável, diria até ininteligível, algo que não pode ser expresso em palavras ou atos, mas que, verbalmente, é um amor incomensurável, ciclópico, hiperbólico!


Amo-te! E amar-te-ei para sempre e mais um dia.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

"Só futebol não adianta, Brasil! "




Não gosto muito de falar sobre as condições horríficas em que milhares de brasileiros são obrigados a estar, pois as coisas só pioram. Decidi escrever após assistir a um determinado programa, na televisão, onde pessoas fúteis, dissimuladas e fingidas confraternizavam suas pucrilidades, mentiras, quimeras e ainda se intitulavam cidadãos excepcionais, que ajudam criancinhas carentes e cooperam, ajudando a cidade. As pessoas excepcionais que ali estavam? Exercem suas profissões e são pagas para assim fazer. Talvez muitos me achem radical ou até mesmo injucunda, mas tenho nojo de deputados, prefeitos, governadores, e até mesmo do presidente da república, quando os tais se envaidecem pelo que fizeram em suas cidades, estados e país. Por quê? Nada mais, nada menos, porque eles são pagos para isso, e é o mínimo que podem fazer (e fazem muito mal) pelos impostos exacerbados que pagamos.
De acordo com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), existem aproximadamente 32 milhões de pessoas que passam fome no país. Outros 65 milhões alimentam-se de maneira precária. Para se ter uma noção do quão ciclópico são 32 milhões de pessoas, este número equivale a 400 estádios de futebol, com 80 mil pessoas, cheios. Em suma: o problema é bem maior do que a ajuda que esses deputados, prefeitos, governadores e presidente oferecem. Sei que nada é fácil e simples. Eu sei que dinheiro não cai do céu, mas só os vejo falando isso e sendo inertes a isso tudo; só os vejo desviando dinheiro de cofres públicos, fazendo com que milhares de pessoas fiquem sem escola, sem merenda, sem saúde, sem comida, enfim... fazendo com que milhares de pessoas tenham que viver de forma alvitante.
Como blandícia, o governo nos oferece bolsa escola, bolsa família, bolsa alimentação e, principalmente, eventos internacionais que sugam milhões dos cofres. Duas palavras sobre o Brasil sediar eventos internacionais: burrice demasiada. Sou totalmente contra a copa do mundo. De que adianta termos um presidente que diz que vamos ter "uma copa para argentino nenhum botar defeito" se ele deixa 32 milhões de brasileiros passarem fome e o país cair em estado risível? Nem preciso falar aqui tudo o que penso sobre o Lula, pois posso resumir dizendo apenas que o acho um sujo desleal. Enquanto o Lula pensa em copa do mundo, milhares de brasileiros passam fome ou estão subnutridos; milhares de crianças morrem por terem que trabalhar para o próprio sustento, se abstendo, inclusive, da educação; milhares de adolescentes entram para o tráfico por falta de oportunidades, numa tentativa estúpida e frustrada de conseguirem sobreviver; milhares de pessoas sofrem, definham e morrem nas filas e nos corredores adstritos dos hospitais públicos; milhares de pais e mães de família choram e desistem de viver todos os dias pela falta de comida, pelas moradias precárias e etc. E uma infinidade de fatos que acontecem em nosso país e não poderiam ser resumidos.
Mas o que importa é fazer bonito para os extrangeiros e ser campeão!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Dissertação sobre violência (Trabalho escolar feito no mês de Março/2007)



Eu realmente já não creio mais em “ressocialização” no Brasil. Isso, sem dúvidas, é uma quimera. Mas gostaria muito de saber até quando esta situação de violência superabundante vai durar.
O fato ocorrido com a criança, que foi provectamente morta, gera uma discussão nacional. Discussão essa que, obviamente, é infrutífera. A pena de morte para os iníquos assassinos sem dúvidas é inevitável; é uma questão de tempo, e a polícia nem precisa se dar ao trabalho de aniquilá-los. Basta somente colocá-los em um presídio. Isso é fato.
O senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), anunciou na tribuna do Senado que vai apresentar á mesa da casa uma proposta de "emenda constitucional", que cria um fundo para atendimento das vítimas da violência, onde as famílias serão indenizadas. Cá entre nós: um projeto assim é inútil enquanto tivermos esse sistema omisso de punir os foras-da-lei, onde marmanjos de 16 anos que matam e comentem crimes bárbaros têm o direito de esconder o rosto perante a sociedade e outros de serem absoltos por bom comportamento e, claro, também porque jamais trará alguém de volta á vida. É axiomático.
Acho incrível o fato de termos que promulgar nas ruas nossa revolta para receber uma resposta das autoridades que dizem zelar pela situação criminal do nosso país. Com certeza os tais estão longe de propugnadores taumaturgos que farão algo pelo país.
Quantos "João Hélio" ainda terão que ser sacrificados?! Até quando o empenho das autoridades, para resolver problemas, será momentâneo?!
A inércia destes governantes é irrisória e revoltante. Sei que a situação é prolixa, mas acho o cúmulo da estupidez órgãos de direitos humanos defenderem os monstros pusilânimes que não têm pena de nos violentar e matar, abstendo-os da pena de morte.
O tema é educacional, exposto nas escolas em todo país. É acrimonioso ver esta situação.
O que nós, adolescentes, teremos que fazer para que nos ajudem a chegar na escola em segurança todos os dias?! Retroagir aos anos 60 e sair nas ruas fazendo sexo, nos drogando e quebrando tudo para que nos ouçam e saibam que nós também temos opiniões próprias e que precisamos de um país digno?! Garanto que nenhum de nós quer ver nossos futuros filhos sendo extorquidos e assassinados. Garanto que muitos adolescentes são mais maduros que qualquer adulto que age de forma lábil, sendo submissos á toda esta situação.
É. Nos resta somente torcer e "rezar" por nós mesmos.