
"Meu Deus, me dê coragem, pois meus olhos pesam e minha mente não entende por que continuar vivendo. Viver é isso? Se é, abstenho-me agora, Senhor. Liberte-me, pois tenho vontades prementes que estão longe do estereotipado que é imposto pelo mundo assim que o corpo entra na atmosfera poluída e desequilibrada. Preciso de uma liberdade de louco que não pode enxergar com os olhos da alma e que o cérebro simplesmente não recebe informações. Estas informações, Meu Deus, possuem doses infindáveis de realidade absintada, e o meu cérebro já não agüenta mais. Meu cérebro não está mais agüentando a atmosfera vil que poucos - infelizes - conseguem ver, sentir, odiar e se abster.
Porque existir, Meu Deus, requer uma coragem bruta, e isto é difícil. Porque neste sistema animalesco, ser correto consigo mesmo exige uma paciência celestial, e às vezes a minha foge e desaparece: é que uma cólera me toma e eu perco o silêncio da alma - o silêncio precioso. Porque há momentos em que a vontade de desistir invade, e a de sucumbir ao nada também. Porque ver, oh Deus, é cruel, e sentir é ainda pior. Porque "ser" tem sido o meu pior castigo... "
Porque existir, Meu Deus, requer uma coragem bruta, e isto é difícil. Porque neste sistema animalesco, ser correto consigo mesmo exige uma paciência celestial, e às vezes a minha foge e desaparece: é que uma cólera me toma e eu perco o silêncio da alma - o silêncio precioso. Porque há momentos em que a vontade de desistir invade, e a de sucumbir ao nada também. Porque ver, oh Deus, é cruel, e sentir é ainda pior. Porque "ser" tem sido o meu pior castigo... "