quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Brasil... Terra de encantos mil




O Ministério do Planejamento informa: neste exercício fiscal, o Ministério da Saúde sofrerá um corte de R$ 5,47 bilhões, e o Brasil mais uma vez tomou conhecimento de que o sistema político que nos cerca é deveras apavorante.  Que o governo faça cortes aqui e ali para se adequar aos seus demais gastos muitas vezes não tão frutíferos, contudo, um corte desta magnitude, maior dentre todos, é alarmante, a ponto de bispos descerem de seus sagrados templos para chamarem a atenção dos digníssimos senhores incumbidos de ministrar aquilo que acham ou não ser necessidade nossa. E, me apresso em pronunciar, quanta mesquinharia!
Realmente não dá para levar a sério uma pátria que nos entrega a um conjunto de deficiências tão notórias, já que inúmeras pessoas se enganam, definham e perecem no Sistema Único de Saúde (SUS), quando este, garantia social firmada em lei, deveria ser o mais completo seguro de saúde para cidadãos, mas que, na verdade, padece de uma imundície inocente.
Obviamente, os senhores que aprovaram tamanho desrespeito não estão submetidos aos nossos males, já suas remunerações ultrapassam os limites do razoável... Os limites do bom senso.
Não disponho mais da ingênua sensação de que está melhorando. Nem devo, pois diariamente noticiários como este me invadem a visão, e enxergo com clareza o vilipêndio à nossa dignidade!
Brasil... Terra de encantos mil.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

LUTO!











A violência que arrasa o mundo é inevitável, uma vez que é consequência do desenvolvimento que galgamos, porém, me consterno com a atual situação da capital paraibana, palco de muita instabilidade e homicídios horríficos. A cidade de João Pessoa está de luto, não somente pela precoce morte do funcionário público Bruno Ernesto, mas pela ausência de segurança que tolhe nossa liberdade de locomoção: o direito de ir, vir e ficar, assegurado por um sistema de leis que não é mais nosso, pois a rigidez é ignorada por parlamentares que temem pelo próprio pescoço.
Nossa cidade, tão admirada pelo seu verde altivo, tem fenecido, e leva consigo a tranquilidade de uma sociedade agora aterrorizada, já que segurança virou assunto secundário, se assumindo como anedota.
É mais conveniente ao nosso país abafar o terrorismo que nos toma com muito carnaval, futebol e cerveja gelada, afinal, é o ópio do povo brasileiro acomodado às suas desgraças.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012




Espantou-me a votação acirrada que decide um futuro mais favorável para o Judiciário e seus beneficiados, mas a decisão, ainda que provisória, representa a ascensão do respeito ao povo brasileiro, ainda que de forma tão custosa.

O Estado Democrático de Direito aclama de pé a decisão da Excelsa Corte por uma transparência justa e anteriormente ofuscada por uma ineficiência vil. O Conselho Nacional de Justiça está além de um órgão incumbido de zelar por princípios essenciais da Administração Pública, voltando-se para o Poder Judiciário tão envolto por magnificência prolixa e obscuridades escancaradas. É um nítido combatente dos interesses de uma nação tão explorada e despida de ânimo, que aparenta estar fadada à leviandade de muitos.

O Judiciário vem sendo o protagonista de inúmeros escândalos injustificados, ocultando deuses olímpicos que fruem as lacunas que os envolvem em privilégios desmerecidos e frutos de uma hierarquia primitiva e ainda vigorante, servindo de suporte para imunidade: impunidade!
Deixo aqui minhas mais leais congratulações à Corregedora Nacional de Justiça, Eliana Calmon, pelo seu veemente empenho nas causas também nossas, mostrando, sem temores, que não se adequa a um poder utilizado de modo covarde.