terça-feira, 29 de janeiro de 2008

A Igreja católica e a sexualidade




Domingo, dia 27 de Janeiro de 2008. Ao navegar na Internet, vejo:


"Arquidiocese ameaça ir à Justiça para proibir a prefeitura de distribuir 'pílulas do dia seguinte'.
Entidade classificou proposta da Prefeitura de Recife como aberração."



Uma palavra sobre a igreja católica: Hipocrisia. Há muito tempo venho vendo em jornais, revistas, sites e etc., críticas da igreja católica direcionadas ao aborto, às pílulas do dia seguinte, aos preservativos e até mesmo às aulas de educação sexual em escolas. Geralmente sou contra o aborto, afinal, sou a favor do direito à vida, mas penso que possuímos desejos inevitáveis. Contudo, cada um tem o direito de fazer com o próprio corpo o que quiser, mesmo que com ilicitude (não vejam isso como um apoio às mães sem coração - ou não - que expulsam seus filhos do próprio corpo). Quanto às pílulas, métodos de contracepção e às aulas, pergunto-me: o que será que eles pensam ao criticar coisas de tamanha importância que podem evitar que milhares de pessoas em todo mundo o mundo sofram com doenças e até mesmo com as consequências de atos, muitas vezes, desvairados e imponderados? Não tenho nada contra as pessoas que seguem tal religião. Respeito as religiões e crenças, mas não posso deixar de afirmar que as idéias do catolicismo são medíocres. Pelo menos 28 milhões de pessoas, em todo o mundo, já morreram de Aids; milhares de adolescentes estiveram e estão grávidas; milhares de jovens estão infectados com doenças sexualmente transmissíveis.
Não vou falar aqui tudo que penso sobre, pois seria desagradável até para mim mesma. Em suma, permito-me promulgar que tenho nojo de ideologias baratas que, para mim, estão repletas de utopias e invencionices que causam alienação. A religião católica é asneirenta, repleta de moralismo fútil, preconceituoso e ilusório; é repleta de dogmas primatas e deploráveis. Enquanto o Papa julga o orgasmo como um genocídio, há proliferação de doenças e mortes, mas a igreja só enxerga o próprio moralismo. É risível. Digna de deboches e lástimas. Estará o Deus a quem mesuram satisfeito?

domingo, 20 de janeiro de 2008

Valores morais



Existem momentos em que tudo em nossas vidas caminham tão bem que temos a leve sensação de poder tocar nos sonhos, nas coisas aspiradas. Quando a vida resolve nos depredar, trazendo-nos de volta a então realidade, o desencanto dá lugar para a infelicidade instalar-se. É como se nos transformássemos em escopos ambulantes, sendo atacados por dardos afilados de realidade. Costumo dizer que as fatalidades são imensuravelmente absintadas, apáticas, impolidas, acrimoniosas, mas também costumo dizer que todas, sem exceções, expõe fatos construtivos e benignos que podem, sim, nos tornar melhores e superiores. Prefiro uma realidade constante e absintada a uma quimera intrujona que causaria um estresse e tristeza ainda maiores, ao ser descoberta. Cada dor, cada vitória torna nossas vidas diferentes; constroem nosso edifício. Pequenos detalhes desperdiçados poderiam fazer muita diferença. Refletir, analisar, aspirar os fatos é necessário. A solução pode estar bem debaixo do seu próprio nariz.
Nos momentos em que mais precisamos de auxílio, vemos quem verdadeiramente nos merece. Vemos os fatos de forma mais ampla. Às vezes, quem achávamos ser inimigos acabam sendo melhores ouvintes, melhores confidentes... melhores amigos. O número de pessoas a quem tributo amizade, carinho e respeito equivalem aos dedos de uma única mão. Nos dias atuais a palavra "amizade" acabou se vulgarizando. Não somente a palavra amizade, mas também a humanidade em si.
Todos os dias, ao meu redor, vejo pessoas propalando bondade, boa estirpe, dignidade. O que você faz para se intitular uma pessoa de boa estirpe? Particularmente, estou farta de pessoas hipócritas e dissimuladas. Às vezes acho que não pertenço a este mundo. Acho que não pertenço á esta raça. (Tá, isso pode parecer surreal e fantasioso, mas ao desabafar costumamos ser bem ininteligíveis para muitos. Sempre.)
Considero-me supina a muitas coisas e pessoas deste mundo. Sem falsa modéstia, considero-me um ser raro. Sou uma otimista - e também pessimista - convicta. A vida me mostrou que sou capaz de tudo; mostrou-me que jamais devemos nos sentir totalmente predestinados às desgraças; mostrou-me que ter boa índole e ser verdadeiro faz bem à alma. A cada dia um novo aprendizado. Assim é a vida: um inesgotável aprendizado. Muitos, devido à falta de bom senso e discernimento, perdem grandes oportunidades, inclusive os próprios valores morais. Os valores morais da humanidade mudaram e deram lugar à estupidez (que fique bem claro que não estou me intitulando uma "moralista"). O mundo está repleto de falsos moralistas que propalam coisas e fazem, ou pensam, de forma contrária. Sendo assim, de que adianta expor uma imagem morigerada? Jamais vou querer isto para mim, e acho que sempre vou parecer uma pessoa subversiva. Pouco importa. Ser você mesmo é ter personalidade. Personalidade é algo ímpar, algo que poucos possuem, algo que tem poder e te torna exímio e excepcional. Acredito em valores morais. Para mim, é isso que mais faz falta ao mundo. Falta pudor, falta discernimento, falta democracia; faltam uma infinidade de coisas que poderiam fazer muita diferença. Mas quem se importa?
Seres humanos decentes?! Algo raro, sem dúvidas.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Rede pública de saúde



Ao falar sobre o tema em questão, fico indignada diante dos milhões de problemas que vejo em nossos hospitais públicos. A situação crítica e inexaurível, da rede pública de saúde brasileira, é digna de vergonha. Hospitais desestruturados; médicos vergonhosamente mal remunerados, desestimulados para exercercerem suas profissões arduamente; corredores adstritos que aglomeram pessoas, e muitas delas definhando e à espera para serem atendidas; A falta de remédios, e até mesmo médicos, por estarem em greve ou pedirem demissão. A situação inevitável na qual nós, seres humanos, somos obrigados a viver causa revolta. Os problemas são muitos e graves. Cabe somente ao Senhor Luiz Inácio nos dar uma satisfação e organizar esta gestão porca, que ele mesmo montou.
Lembro-me que um dia o presidente afirmou que "a saúde pública brasileira é quase de primeiro mundo". Claro! Não estava tão longe da verdade, porém, o que não ficou notável - o que foi omitido - é que não é a saúde pública brasileira que é boa, mas a saúde pública de vários países do primeiro mundo é que é ruim, burocratizada e, por isso, precária.
A situação atinge as cinco regiões brasileiras, tornando mais do que legível as graves condições. Até quando vai durar isso? Até quando este capitalismo existente no país e mundo vai durar? Quem não tem dinheiro disponível para planos de saúde sempre terá que conviver com tais situações alvitantes, sofrer em filas, sofrer com a espera e até morrer. Sei que nunca haverá um mundo perfeito; mundo perfeito só existe para pessoas que sofrem de desmemória, mas pode ser melhorado. O Brasil pode ser melhor, porém, não existem gestões competentes e interessadas em tentar organizar o país em que vivemos. O que existe pode se resumir em duas palavras: corrupção exacerbada!
Resta somente esperar a cartada final da vida, sem se preocupar com o que será vivido até lá, e se auto-desejar boa sorte.
(Um dia terei biofobia por viver em um mundo como este.)

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Amar é...




O amor é bem mais que um "gostar excessivo". Amar é desejar a cada milésimo; amar é conseguir expressar em cada olhar os sentimentos mais imos; amar é ser cauteloso, dedicado; amar é não deixar que óbice algum, na face da terra, consiga reprimir os sentimentos ou causar distanciamento; amar é, além de qualquer circunstância, ter como meritório aquele que se ama; amar é viver cada dia como se fosse o derradeiro; amar é apoiar, levantar, acalentar em todos os momentos, infaustos ou não, merecidos ou não; amar é sentir-se soberbo; amar é sentir o coração bater mais forte; amar é ter medo do acaso, das fatalidades; amar é sentir presença na ausência; amar é sentir demasiada saudade em pouquíssimo tempo; amar é em momento algum ser orgulhoso; amar é acreditar no "para sempre"; amar é sair de si em momentos de ciúme, pelo medo demasiado de perder a pessoa amada; amar é surdir; amar é sentir que amar é TUDO; amar é não conseguir expressar o amor em meras palavras...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Nímia solidão





"A loucura faz minha mente girar e a dor corta minha lurida pele.
Aqui definha uma ferida.
Ferida por esta nímia solidão...
Desejando ver qualquer lucerna no fim do túnel.

Desejando nunca mais acordar."

Pai!




Lembrar de você é lembrar de momentos felizes, melífluos, afáveis.
Devo a você lembranças dos mais lindos momentos de minha vida, que fazem do meu amor por você um amor idílio, singular.
Quanto aprendizado, quantas lições de vida, quantos ensinamentos, palavras de incentivo, de carinho, afeto e respeito recíproco.
Você sempre foi e é bem mais que um pai. Meu preceptor ímpar que, com certeza, será sempre inolvidável. Não somente por ser mãe nos momentos mais imos, em que só uma mãe deveria agir; não somente por me oferecer achego sempre que preciso; não somente por acreditar em mim cegamente, investindo total confiança; não somente por, apesar de todas as inconseqüências e desvarios, não ter desistido de mim; não somente por suas magnanimidades, e também seus defeitos, mas sempre mostrando total inteireza.
A pessoa a quem tributo total respeito e idolatria. Um pai mais que proeminente e idôneo. Precípuo em minha vida.
Seria imodéstia falar que você é o pai que toda garota gostaria de ter?! Pouco importa.
Você merece bem mais que um título de pai perfeito, e faço questão de promulgar ao mundo que me sinto imensamente soberba por poder gozar de sua confiança, amizade e por, principalmente, por tê-lo como pai. Em suma, o que sinto por você é inexplicável, diria até ininteligível, algo que não pode ser expresso em palavras ou atos, mas que, verbalmente, é um amor incomensurável, ciclópico, hiperbólico!


Amo-te! E amar-te-ei para sempre e mais um dia.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

"Só futebol não adianta, Brasil! "




Não gosto muito de falar sobre as condições horríficas em que milhares de brasileiros são obrigados a estar, pois as coisas só pioram. Decidi escrever após assistir a um determinado programa, na televisão, onde pessoas fúteis, dissimuladas e fingidas confraternizavam suas pucrilidades, mentiras, quimeras e ainda se intitulavam cidadãos excepcionais, que ajudam criancinhas carentes e cooperam, ajudando a cidade. As pessoas excepcionais que ali estavam? Exercem suas profissões e são pagas para assim fazer. Talvez muitos me achem radical ou até mesmo injucunda, mas tenho nojo de deputados, prefeitos, governadores, e até mesmo do presidente da república, quando os tais se envaidecem pelo que fizeram em suas cidades, estados e país. Por quê? Nada mais, nada menos, porque eles são pagos para isso, e é o mínimo que podem fazer (e fazem muito mal) pelos impostos exacerbados que pagamos.
De acordo com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), existem aproximadamente 32 milhões de pessoas que passam fome no país. Outros 65 milhões alimentam-se de maneira precária. Para se ter uma noção do quão ciclópico são 32 milhões de pessoas, este número equivale a 400 estádios de futebol, com 80 mil pessoas, cheios. Em suma: o problema é bem maior do que a ajuda que esses deputados, prefeitos, governadores e presidente oferecem. Sei que nada é fácil e simples. Eu sei que dinheiro não cai do céu, mas só os vejo falando isso e sendo inertes a isso tudo; só os vejo desviando dinheiro de cofres públicos, fazendo com que milhares de pessoas fiquem sem escola, sem merenda, sem saúde, sem comida, enfim... fazendo com que milhares de pessoas tenham que viver de forma alvitante.
Como blandícia, o governo nos oferece bolsa escola, bolsa família, bolsa alimentação e, principalmente, eventos internacionais que sugam milhões dos cofres. Duas palavras sobre o Brasil sediar eventos internacionais: burrice demasiada. Sou totalmente contra a copa do mundo. De que adianta termos um presidente que diz que vamos ter "uma copa para argentino nenhum botar defeito" se ele deixa 32 milhões de brasileiros passarem fome e o país cair em estado risível? Nem preciso falar aqui tudo o que penso sobre o Lula, pois posso resumir dizendo apenas que o acho um sujo desleal. Enquanto o Lula pensa em copa do mundo, milhares de brasileiros passam fome ou estão subnutridos; milhares de crianças morrem por terem que trabalhar para o próprio sustento, se abstendo, inclusive, da educação; milhares de adolescentes entram para o tráfico por falta de oportunidades, numa tentativa estúpida e frustrada de conseguirem sobreviver; milhares de pessoas sofrem, definham e morrem nas filas e nos corredores adstritos dos hospitais públicos; milhares de pais e mães de família choram e desistem de viver todos os dias pela falta de comida, pelas moradias precárias e etc. E uma infinidade de fatos que acontecem em nosso país e não poderiam ser resumidos.
Mas o que importa é fazer bonito para os extrangeiros e ser campeão!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Dissertação sobre violência (Trabalho escolar feito no mês de Março/2007)



Eu realmente já não creio mais em “ressocialização” no Brasil. Isso, sem dúvidas, é uma quimera. Mas gostaria muito de saber até quando esta situação de violência superabundante vai durar.
O fato ocorrido com a criança, que foi provectamente morta, gera uma discussão nacional. Discussão essa que, obviamente, é infrutífera. A pena de morte para os iníquos assassinos sem dúvidas é inevitável; é uma questão de tempo, e a polícia nem precisa se dar ao trabalho de aniquilá-los. Basta somente colocá-los em um presídio. Isso é fato.
O senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), anunciou na tribuna do Senado que vai apresentar á mesa da casa uma proposta de "emenda constitucional", que cria um fundo para atendimento das vítimas da violência, onde as famílias serão indenizadas. Cá entre nós: um projeto assim é inútil enquanto tivermos esse sistema omisso de punir os foras-da-lei, onde marmanjos de 16 anos que matam e comentem crimes bárbaros têm o direito de esconder o rosto perante a sociedade e outros de serem absoltos por bom comportamento e, claro, também porque jamais trará alguém de volta á vida. É axiomático.
Acho incrível o fato de termos que promulgar nas ruas nossa revolta para receber uma resposta das autoridades que dizem zelar pela situação criminal do nosso país. Com certeza os tais estão longe de propugnadores taumaturgos que farão algo pelo país.
Quantos "João Hélio" ainda terão que ser sacrificados?! Até quando o empenho das autoridades, para resolver problemas, será momentâneo?!
A inércia destes governantes é irrisória e revoltante. Sei que a situação é prolixa, mas acho o cúmulo da estupidez órgãos de direitos humanos defenderem os monstros pusilânimes que não têm pena de nos violentar e matar, abstendo-os da pena de morte.
O tema é educacional, exposto nas escolas em todo país. É acrimonioso ver esta situação.
O que nós, adolescentes, teremos que fazer para que nos ajudem a chegar na escola em segurança todos os dias?! Retroagir aos anos 60 e sair nas ruas fazendo sexo, nos drogando e quebrando tudo para que nos ouçam e saibam que nós também temos opiniões próprias e que precisamos de um país digno?! Garanto que nenhum de nós quer ver nossos futuros filhos sendo extorquidos e assassinados. Garanto que muitos adolescentes são mais maduros que qualquer adulto que age de forma lábil, sendo submissos á toda esta situação.
É. Nos resta somente torcer e "rezar" por nós mesmos.