segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Nênia





"Dia pálido e lúgubre;
Como se o céu estivesse em lutuoso sofrimento.
Sofrimento que atinge como um bisturi.
Bisturi que destrói coração
bisturi que corta entranhas,
Dilacerando cada milímetro, fazendo sangrar.
Não consigo pensar; Não consigo beber, pois a garganta se contrai.
Os olhos imergidos em lágrimas tão contínuas, que descem como labaredas,
Queimando a face.
Oh, mente Imponderabilíssima, inefável, pérfida!
Por que resolveste impelir-me na mais imensa tristeza?!
Deixe-me debelar esta biofobia! Deixe-me vencê-la!
Só tu podes me ajudar!
Não vês que já estou agonizando? Não vês que quero viver?
Sim, eu quero viver! E não posso mais esperar..."


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