segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

"Singela homenagem"





Como no dito popular: Avós correspondem a ser pai e mãe duas vezes. Nada mais verdadeiro. Poderia me referir aos meus avós com um epigrama, um poemeto ou até mesmo um epíteto, mas, nada poderia ser mais idôneo que imergir na arte da prolixidade e dar asas aos meus pensamentos na escrita.
Meu avô: Homem a quem mesuro, respeito, aclamo. Desde os primórdios de minha vida oferece achego, desvelo demasiado. Um homem resoluto, obstinado, portentoso, afável, generoso; Mas também obtuso, severo...quando necessário. Homem que, apesar de vir de uma família humilde, lutou pelos seus ideais, sem hesitar. Um bom filho. Um pai monitório, morigerado. Sempre se esforçou ao máximo pelo bem-estar de sua família, trabalhando árduamente para oferecer tudo de melhor a seu alcance. Como avô, não poderia ser diferente. Sempre me ofereceu milésimos, segundos, horas de diversão, diálogos, ensinamentos. Semeando sempre o que só uma pessoa anosa, experiente e sábia poderia semear. Tenho demasiada estima.
Minha avó: A filha, a mãe, a avó gentil, carinhosa, longânime que sempre acalentou e mimou todos que estiveram/estão ao seu redor; Sempre procurando ajudar, aconselhar. A mulher que sempre nos mostrou inteireza.
Sou infinitamente grata a vocês pela paciência, pelas palavras fartas e pela nímia atenção em todos esses anos. Não costumo demonstrar amor, carinho...pois, como vocês bem sabem, sou uma pessoa tácita, fechada com relação a sentimentos. Mas, que esta singela demonstração de amor, gratidão e carinho seja inolvidável. Que através destas palavras vocês possam sentir meus arcanos sentimentos e minha eterna gratidão. Muito obrigada por esta imane munificiência e dedicação! Que vocês ainda possam nos proporcionar tudo isto por muitos e muitos anos. Que no ano de 2008 vocês tenham saúde, paz e que consigam realizar todos os seus sonhos! Amo vocês.

domingo, 30 de dezembro de 2007

Realize, faça, viva!



Por vezes a vida é irônica; Nós leva a impasses que nos deixam mais que abstrusos. Denegar ou arriscar? Quando decidi arriscar, me encontrava no ostracismo mais perdurável que tive em toda minha existência; com os olhos inchados de tanto chorar; sozinha; frustrada; com uma lufada nas entranhas e pensamentos suicidas. - Quem sou? Tudo que vejo é realmente real? Qual o sentido disto? O que fiz de errado? - Pode-se estar trancado no maior desvão ou estar perto do fundo do poço, sempre há uma última ficha e é necessário arriscar, mesmo que o risco de perder seja superabundante. Mas, infelizmente agimos como seres pusilânimes na maior parte do tempo. A vitória pode emergir do que, muitas vezes, consideramos uma grande utopia. Não se pode ser pessimista quando há obstáculos que precisam ser encarados, ou, quando é preciso apostar a derradeira ficha. Quem não quer felicidade ininterrupta? Só depende de nós. Para que haja felicidade ininterrupta não é necessário ter um carro importado, jóias de ouro com diamantes, ser supino por uma posição social, tampouco qualquer outra coisa material supérflua; Para mim, só há felicidade contínua quando há um frágil equilíbrio entre o corpo e a mente, fazendo da mesma algo incorpóreo.
Adoro os momentos em que posso estar sozinha, no mais imane silêncio...absorta em pensamentos.Todos deveriam ter tais momentos para que se possa refletir sobre mundo, as coisas que estão ao nosso redor, nosso comportamento como seres humanos e o que estamos fazendo para alcançar ou manter o tal equilíbrio que gera a tão aspirada felicidade. Nesses momentos, poderíamos ver que a vida é uma só; ver o quão veloz e sorrateiro é o tempo; ver o quão errôneos somos em cada momento que deixamos de fazer algo que queremos por medo, insegurança, falta de tempo; podemos ver que ao arriscar a última ficha, o máximo que pode acontecer é perder, mas que também podemos batalhar para conseguir outras e prosseguir. Uma infinidade de coisas que poderiam tornar nossas vidas e o mundo melhores. Viver sonhando, planejando, esperando...não nos levará a lugar algum, e, precisamos enxergar isto. Felicidade não cai do céu, portando: realize, faça, viva!

sábado, 29 de dezembro de 2007

Querer é poder


Gosto de escrever pois, para mim, uma folha de papel pode ser um exímio e leal confidente. Sei que nada posso falar sobre a vida, tampouco dar lições, mas gosto de escrever sobre os "risos", as "lágrimas" e, principalmente, sobre os "tijolos" que erguem meu edifício. Para mim, a vida é um "edifício" que tem que ser erguido no decorrer dos anos, cujas principais fontes de "força" para se chegar ao auge vêm, justamente, dos momentos em que caímos e levantamos.
Jamais imaginei que um dia poderia ver os lados positivos das fatalidades e momentos de aflição que passearam e passeiam em minha vida. Hoje posso ver que são de extrema importância para o meu crescimento como pessoa, como ser humano. Minha vida passa longe do que considero perfeita, mas seria risível murmurar ou desistir de vivê-la por isso. Tomada ou não pelo otimismo que emerge em meu ser, sei que tenho tudo que preciso para me sentir tranqüila; sei que tenho ferramentas e que sou capaz (todos nós somos) de chegar onde quero.
Somos responsáveis por nossas escolhas, negligências, omissões, intrepidez, perseverança e uma infinidade de coisas. Perdas fazem parte da vida, e, se tivermos discernimento, podem ser um estímulo que nos leva á vitória. Até então, aprendi que "engolir" a tristeza e se render ao "dilúvio" só nos imerge ainda mais. Aprendi que ousadia tem poder e que o equilíbrio das coisas depende de nós mesmos. Fatalidades e acasos acontecem: somos inocentes e muitas vezes mergulhamos nos logros que só tornam o "penhasco" ainda maior, e deixam brechas para o desfalecimento instalar-se.
Meu crescimento tem sido insípido, afanoso, iníquo... Por quê?! Por durante muito tempo ter agido como uma inerte, permitindo que eu mesma me enganasse, adiasse as coisas e, principalmente, descartasse o "Querer é poder" (Tenho uma demasiada estima pela mulher que assim me ensinou). A baixa auto-estima é algo terrível e eu, infelizmente, sei muito bem disso. Mas, adiar as coisas, ou afundar na própria tristeza, só faz com que a hora de agir, e a guerra a se enfrentar, sejam mais dolorosas. Se pudéssemos ver que nem sempre as coisas são o que aparentam ser e que poderíamos ser vitoriosos nas coisas que consideramos mais inexeqüíveis, antes de deixar a languidez entrar, tudo seria bem melhor. Muitas vezes somos acéfalos, covardes e pérfidos com nós mesmos. Quando se está deprimido, ser tácito não é o melhor caminho (promulgo por experiência própria). Os últimos anos foram linfáticos para mim. Me sentia contrita, mas assim prossegui... estupidamente errônea, até finalmente aprender que uma manhã, uma tarde e uma noite perdidas jamais podem voltar.
Em minha atual guerra por muitas vezes pensei em desistir, em perecer... mas tenho sempre em mente que "querer é poder", e, ao cair, levanto mais forte. Todos nós, ao cairmos, deveríamos levantar e continuar lutando; deveríamos ter mais fidúcia, afinal: QUERER É PODER, SIM!