terça-feira, 31 de março de 2009

A sede

"Sede de ar, vento, mar, pôr-do-sol, pés descalços, madrugada (oh minha doce madrugada!), chuva, literatura, liberdade, independência, vôo, amor, vida...

O que acontece? Não sei, não sei. Tenho em mim, agora, a sede do universo: a transcendente, a infrene, a infinita sede. Há dias em que dá raiva viver, mas satisfaço-me em ser e não esmoreço: conheço o processo... Sei que é finito, e também sei que é moroso...
A sede é problemática, leitor. É eterna – a minha vai além deste intróito filosófico, patético e meigo exposto aqui, portanto, não te enganas, não te deixas envolver, pois estas lacunas que existem nas entrelinhas são o meu segredo, e se cairdes, não te salvo, leitor esdrúxulo."









(A mais bela das frustrações - B. Magalhães)

Feliz aniversário!



Tenho o dia 30 de Março como algo importante e valiosíssimo.

Apesar de já possuir a maioridade imposta pelo mundo para que haja o livre arbítrio de escolha e atos, sou feliz por ter consciência plena e saudável; sou feliz por ter um pai – ímpar – a quem posso pedir a vênia e o consentimento para fazer qualquer coisa.
Àquele a quem devo a vida, àquele que sempre esteve comigo; àquele que me incentiva e apóia incondicionalmente; àquele que se preocupa com o meu bem-estar físico e mental; àquele que me induz a ser uma vitoriosa; àquele que sempre estará disposto a proteger; àquele que chamo de pai repleta de orgulho, dedico, hoje e sempre, minhas mais excelsas virtudes, minhas descobertas, meu caráter indelével, minhas conquistas, meu crescimento, minhas metamorfoses, minha perseverança, minha vontade de vencer, minha vontade de ser feliz, o respeito, idolatria e admiração ao amor imensurável que possuímos!
Certamente, eu poderia fazer uso da vernaculidade, de palavras transcendentes e de verborragia ao desejar-lhe tudo que há de melhor no universo; ao dizer-lhe o que significas para mim. Mas como sempre prefiro ser lacônica e nítida, de modo que a prolixidade só existirá no amor que emprego aqui, escrevendo estas frases. Em suma, quero que saibas que estarei aqui até o fim, quero que saibas que eu te amo imensuravelmente!

Feliz aniversário, minha paixão desenfreada! Amar-te-ei para sempre!








B. Magalhães

30/03/2009

quarta-feira, 11 de março de 2009

Meu amor...

És o dono de minha alma pueril,
Das minhas mais excelsas virtudes,
De minhas verdades mais verazes,
Do meu intróito como mulher!
Sou grata -
Não só porque a gratidão é algo nobre -
Por cada átimo de felicidade e
Ensinamentos;
Por cada momento de ciúme, em que senti o coração
Palpitar ferozmente, o sangue ferver
E a ira da mulher apaixonada;
Por cada vez em que me senti desejada, preciosa,
Imprescindível, amada, plena de tudo!
Porque o amor, meu amor -
Que por sinal é uma possibilidade ecumênica -
É o único sentimento capaz de mover terra,
Céu...
E mar!




(A mais bela das frustrações - B. Magalhães)

segunda-feira, 9 de março de 2009

Blablablá






Ora, como todo ser humano, tenho direito ao erro! Sim, o mesmo erro que nos faz cair levando-nos, conseqüentemente, a levantar recuperados e melhores! O mesmo erro que é capaz de moldar o nosso caráter! O mesmo erro que nos ensina a viver! Por que me exigem perfectibilidade? Não sou e nunca serei perfeita! Sou o que sou, e sempre estarei em mutação – cruel mutação que sempre me visitará.
A verdade é que não tenho estômago para pessoas que se acham donas da verdade. Ouço e defenestro tudo, absolutamente tudo.
Quem de nós, eternas criaturas imperfeitas e errôneas, pode julgar outrem?
Certamente o problema está na hipocrisia e no falso moralismo... Ou serei eu uma extraterrestre que vê além das possibilidades humanas?


Cuide de suas frustrações! Elas podem causar o enojamento alheio.