sábado, 10 de outubro de 2009

MST X Terrorismo




O Movimento dos Trabalhadores sem-terra é intitulado por muitos como sendo um movimento social, contudo, vem fugindo do que vem a ser um movimento social de caráter sério, com pretensões sérias. Nos últimos anos os integrantes do MST têm cometido inúmeros crimes de invasão e destruição de propriedades, e o pior: as notícias mostram uma impunidade que lhes é conveniente. Eles invadem o que querem invadir, depredam causando uma quantidade infindável de prejuízos ao próprio país e não sofrem conseqüências.
A princípio a essência do movimento angariou o apoio de milhões de brasileiros, mas a atualidade é realmente assustadora; a atualidade é de um movimento completamente inverso e deturpado ao que se propunha há 20 anos, quando ainda se pensava em uma sociedade justa.
Recentemente, o movimento, que a meu ver tem caráter ilícito e nefando, invadiu uma fazenda em São Paulo, e fazendo uso de um trator destruiu, sem o menor pudor, aproximadamente cinco mil pés de laranjeiras, que, por sua vez, eram frutos do trabalho de uma determinada fábrica que trabalhou para conseguir plantá-las. Fábrica esta que gera empregos para muitos brasileiros que antes não possuíam sustento. É o direito de propriedade sendo nitidamente ignorado. É agressão à ordem pública.
O nosso atual presidente pode até apoiá-lo, mas trata-se, sim, de um movimento terrorista que impõe o caos à sociedade, uma vez que o movimento não se preocupa com o bem-comum, mas somente com os seus ideais egoístas e pouco humanizados. Uma coisa é querer terras para produzir e progredir (a tão conhecida reforma agrária) e outra, completamente diferente, é sair invadindo, demolindo e saqueando tudo que se vê pela frente como forma de protesto, como meio de fazer exigências.

Pergunto-me: onde está o estado que tem a obrigação de proteger e fazer valer a lei? Indubitavelmente inerte... Atado.

sábado, 26 de setembro de 2009

Que...





Que aqueles que um dia me espezinharam sejam ressarcidos pela justiça divina e suprema, para que possam, acima de tudo, enxergar que estão sobre o mesmo solo que eu;
Que o lado positivo do sofrimento dê lugar às coisas grandiosas;
Que as amizades que construí sejam guardadas e mantidas em minhas entranhas;
Que a vida tão despida de magia fique para trás, num passado remoto;
Que eu tenha coragem para enfrentar e lutar, e também para saber perder, cair e levantar – para o meu próprio amadurecimento;
Que eu possa levantar vôo sempre que achar necessário;
E que me venham agora todos os sonhos que urdi no meu eu mais inconsciente, pois a vontade de viver é deveras imensurável e infrene!



Bendito sejais vós, que me devolveu a paz tão premente!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Não temerei!




Acredito, sim, que muito do que se obtém nesta vida é fruto do que se planta. Tudo que vai, volta, neste mundo tresloucado, e quando volta é motivo para desespero imediato.
Algumas pessoas são tão ínfimas e irrisórias que não se dão conta disso e acabam por menosprezar radicalmente tudo e todos, sem saber, obviamente, que se tornam cada vez menores; cada vez mais distantes do “topo”.
Costumo ignorar, calar, aquietar-me diante da atmosfera vil de sanguessugas asquerosas. Estabeleço um diálogo entre mim e eu mesma onde as emoções são ininterruptamente controladas e equilibradas. Mas o sangue ferve e às vezes as emoções são vorazes, a ponto de me empurrarem rumo ao ímpeto tão evitado.
Este ímpeto sem dúvidas é uma das sensações mais terríveis e urgentes que já senti e provavelmente jamais tornarei a sentir. É o prisioneiro inescrupuloso que habita em mim e me pune com a libertação tão necessitada; é a saudade da liberdade sadia e madura que nunca possuí.
Mas ela faz parte de uma realidade próxima. Muito próxima, ainda que distante, então não temerei.

sábado, 12 de setembro de 2009

Adaptação

Adaptei-me ao inadaptável ambiente vil de sanguessugas que tentam, incessantemente, devorar-me. Não é fácil lidar com a injeção de adrenalina, responsabilidades precoces e cruéis e sentimentos ruins. Absolutamente sozinha, quando aqueles que deveriam estender-me a mão entregam-me às paredes, muitas vezes sem ao menos sentirem. Mas sei que uma hora as lágrimas, as lamentações e a vontade de existir sucumbirão... E aí serei um aríete poderosíssimo. Isso? Não é ilusório, ao contrário do que podem e devem deduzir.

sábado, 30 de maio de 2009

...

Amar é ser irracional, e racionalmente desejo defenestrar tudo, absolutamente tudo. Carrego um peso horrendo que me frustra; frustra levando-me a duvidar de mim mesma, a duvidar de tudo que é positivo ao meu redor. Sei que não posso, mas deixo a vontade de desistir invadir-me e sucumbo ao nada. De que me valem as tuas palavras hipócritas e os teus sorrisos tão efusivos se já não sou tão ingênua quanto pensas? Desconheces o meu mistério. Não sabes do que sou feita. Não sabes em que me transformei. E continuarás desconhecendo.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Desigualdade Social



Acredito que os pensadores socialistas da antigüidade sofreriam horrores se pudessem ver a situação caótica em que a sociedade se encontra. Os problemas de outra época se tornaram mínimos e quase inexistentes perto dos atuais. A sociedade está doente. Está repleta de ideologias que a tornam podre.
Penso, penso, e só enxergo ignorância, perfídia, egoísmo, prepotência, corrupção e uma série de terríveis características que assolam este mundo vil. Já não vejo televisão. Conseqüentemente, estou quase adquirindo a ilusória biofobia que me levará ao escasso grupo de seres humanos sociais que enxergam a imundície – e o pior de tudo: sofrem com ela. Ah, devo ser patética aos olhos de muitos, mas que fique bem transparente que não sonho com ressocializações, mudanças, melhoras e etc., pois a realidade é conseqüência de nossas atitudes, e sonhar com uma realidade melhor seria, de fato, patético e ridículo. Abstenho-me de teorias utópicas, até porque costumo ser bem racional quando o alvo é o mundo.
O ímpeto que me trouxe ao computador para escrever veio após o tema Desigualdade Social, para um seminário de Sociologia. Confesso que não gosto muito de Sociologia, pois estudar a sociedade, considerando seus problemas e dilemas, não me instiga. Estudei sobre as causas e conseqüências da tal Desigualdade Social.
Além de ser gerada pela omissão, corrupção e insuficiência dos órgãos e autoridades “competentes”, nós, sociedade, temos uma parcela altíssima de culpa.
Quando fazemos uma análise das sociedades identificamos de imediato a existência de diversidades e desigualdades sociais. Muitas delas são resultados da natureza humana, que nos distingue na etnia, altura, idade e etc., mas as desigualdades sociais são produtos das relações estabelecidas entre os indivíduos, que os separam em opressores e oprimidos pelos mais variados motivos, algo que já existe há longos anos em todo o mundo; muito antes das diferenças horríveis entre homens, mulheres, adultos e jovens, heterossexuais e homossexuais, burgueses e proletários e etc. que marcaram o século XX e levaram milhares de pessoas às ruas em manifestações e movimentos que defendiam seus interesses. O fato é que estas desigualdades continuam existindo, apesar das grandes melhorias obtidas através dos nossos antepassados (muitos até morreram nessas lutas) continuam existindo como instrumento de opressão e provocando a exclusão dos “inferiorizados”. A condição de gay ou lésbica é atacada; as mulheres sendo taxadas de domésticas e sexo frágil; os pobres continuam sendo discriminados e explorados. Estas discriminações operam com tal violência (física e psicológica), que o indivíduo discriminado sofre com a exclusão. Os opressores, que encontram uma série de falsas vantagens de natureza quase exclusivamente psicológica para contribuir com a opressão, vêem nos oprimidos um objeto de repúdio que merece ser ridicularizado e acabam coagindo, estabelecendo normas criadas por eles, tirando proveito dos mais fracos.
Os reflexos do ciclo de opressores e oprimidos estão presentes nas taxas de desemprego, nos rendimentos em salário, na pobreza existente em nosso país e no mundo. Muitas vezes em nossa vida achamos que os pobres são burros e ignorantes. Que as mulheres são inferiores. Que os negros são porcos e sujos e vieram da África. E que os jovens do Ensino Médio vão conseguir um emprego fazendo um excelente curso técnico. Enfim, estamos controlados pelas ideologias existentes no mundo. Estamos presos à idéia de que é melhor se adaptar a isto do que tentar modificar.
A ideologia gera desigualdades sociais quando os IDEAIS são de diferenciação e não de igualdade.

domingo, 17 de maio de 2009

Thalita Emanuelly




A ingenuidade e a inocência têm lá o seu charme. A perfídia não. É muito difícil discorrer sobre o caso da menina – sim, pois aos 16 anos, independente do ritmo de vida, ainda se é menina – Thalita Emanuelly. Confesso que eu, que a vi pequena e já adolescente, fiquei imensamente perplexa. Não pelas acusações que fizeram e fazem contra sua índole, até porque ninguém conhece a gênese deste envolvimento com os seres humanos cruéis e vis. Fiquei e fico perplexa com esta mocidade tão provectamente perdida.
Aos 15 anos eu ainda brincava de boneca, e agora, aos 18, vejo meninas de 15 em festas, alcoolizadas; tão fáceis, tão inconseqüentes... Tão ingênuas com a pouca idade. A mocidade está perdida e eu, que também estou na fase da lepidez, prefiro ser amante dos meus livros e da minha decência. A quem podemos culpar por estas moças e rapazes perdidos? Aos pais? Ao mundo, por girar e evoluir tão rapidamente?
Voltemos ao escopo: Thalita me cumprimentava sempre que nos encontrávamos por acaso. Lamento profundamente por ela, que acabou sem vida num chão imundo, e pela sua mãe, que agora está no mundo, triste pela perda e talvez incerta, culpada, arrependida...
Espero que o homicídio tão premeditado sirva de exemplo. Espero que menos mães e pais tenham que chorar lágrimas de sangue ao verem filhos mortos. A maldade existe, e a ignorância também.
E eu espero que Deus me proteja e me guarde deste mundo repleto de pessoas inescrupulosas.



Às 04:53.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Fantasmas...





Tenho agora todos os sentimentos que me são ruins. De matéria presente e alma distante, eu já não sei o que fazer para preencher este vazio que corrói.
É bem verdade que a vida continua a presentear-me, a encher-me de esperanças... Mas agora nada me serve. Nada me preenche. Nada me afaga.
Meus pensamentos pesam... Pesam como um peso quase insuportável, e a sensação de estar prestes a sucumbir vem nefanda, causando pânico. Cruel noite nostálgica! Por que insistes em me atormentar com os teus fantasmas?











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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Toma para ti



Percebo que estou me tornando lacônica e taciturna demais. Não sei, talvez o meu ímpeto tirou férias de mim e da proxilidade... Ou simplesmente me faltam forças para querer exprimir. Continuo imergindo em mistérios que me interessam, mas sem a mesma vivacidade. Ora, isso não me aflige – é mais um de meus dilemas.

E este silêncio é tudo...

























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Perdas




Eu gostaria de não ter lapsos de reflexão sobre as perdas que surgem com a vida, mas é praticamente impossível abster-se de refletir o que nos é predestinado nas mais variadas formas assim que entramos na atmosfera vil. Faz parte do ciclo da vida: perde-se hoje, ganha-se amanhã; ganha-se hoje, perde-se amanhã, e assim sucessivamente, até cansarmos do joguinho enfadonho ou sermos expurgados do cosmo. A que coloco aqui, como escopo, é a que vem após a morte corpórea de outrem – a mesma que fica ainda mais profunda após o fechar de uma campa. Esta é deveras cruel, impiedosa, e capaz de pungir as carnes até o ilusório sangue gotejar ávido. É dor inexprimível, que corrói tacitamente. É dor que desatina. É dor que não se mede e é irreparável e inesquecível.
É frustrante saber que não se pode ir contra a ordem natural das coisas. Dói de verdade, como se fôssemos morrer juntos. Mas o que podemos fazer? Nada, além de tomar para si o momento de cólera, consternação e tristeza; nada além de sentir a senhora Dor invadir a alma.


(Viver tem dessas coisas, e eu gostaria de possuir palavras que soassem como afago à alma... Mas não as possuo.)

terça-feira, 31 de março de 2009

A sede

"Sede de ar, vento, mar, pôr-do-sol, pés descalços, madrugada (oh minha doce madrugada!), chuva, literatura, liberdade, independência, vôo, amor, vida...

O que acontece? Não sei, não sei. Tenho em mim, agora, a sede do universo: a transcendente, a infrene, a infinita sede. Há dias em que dá raiva viver, mas satisfaço-me em ser e não esmoreço: conheço o processo... Sei que é finito, e também sei que é moroso...
A sede é problemática, leitor. É eterna – a minha vai além deste intróito filosófico, patético e meigo exposto aqui, portanto, não te enganas, não te deixas envolver, pois estas lacunas que existem nas entrelinhas são o meu segredo, e se cairdes, não te salvo, leitor esdrúxulo."









(A mais bela das frustrações - B. Magalhães)

Feliz aniversário!



Tenho o dia 30 de Março como algo importante e valiosíssimo.

Apesar de já possuir a maioridade imposta pelo mundo para que haja o livre arbítrio de escolha e atos, sou feliz por ter consciência plena e saudável; sou feliz por ter um pai – ímpar – a quem posso pedir a vênia e o consentimento para fazer qualquer coisa.
Àquele a quem devo a vida, àquele que sempre esteve comigo; àquele que me incentiva e apóia incondicionalmente; àquele que se preocupa com o meu bem-estar físico e mental; àquele que me induz a ser uma vitoriosa; àquele que sempre estará disposto a proteger; àquele que chamo de pai repleta de orgulho, dedico, hoje e sempre, minhas mais excelsas virtudes, minhas descobertas, meu caráter indelével, minhas conquistas, meu crescimento, minhas metamorfoses, minha perseverança, minha vontade de vencer, minha vontade de ser feliz, o respeito, idolatria e admiração ao amor imensurável que possuímos!
Certamente, eu poderia fazer uso da vernaculidade, de palavras transcendentes e de verborragia ao desejar-lhe tudo que há de melhor no universo; ao dizer-lhe o que significas para mim. Mas como sempre prefiro ser lacônica e nítida, de modo que a prolixidade só existirá no amor que emprego aqui, escrevendo estas frases. Em suma, quero que saibas que estarei aqui até o fim, quero que saibas que eu te amo imensuravelmente!

Feliz aniversário, minha paixão desenfreada! Amar-te-ei para sempre!








B. Magalhães

30/03/2009

quarta-feira, 11 de março de 2009

Meu amor...

És o dono de minha alma pueril,
Das minhas mais excelsas virtudes,
De minhas verdades mais verazes,
Do meu intróito como mulher!
Sou grata -
Não só porque a gratidão é algo nobre -
Por cada átimo de felicidade e
Ensinamentos;
Por cada momento de ciúme, em que senti o coração
Palpitar ferozmente, o sangue ferver
E a ira da mulher apaixonada;
Por cada vez em que me senti desejada, preciosa,
Imprescindível, amada, plena de tudo!
Porque o amor, meu amor -
Que por sinal é uma possibilidade ecumênica -
É o único sentimento capaz de mover terra,
Céu...
E mar!




(A mais bela das frustrações - B. Magalhães)

segunda-feira, 9 de março de 2009

Blablablá






Ora, como todo ser humano, tenho direito ao erro! Sim, o mesmo erro que nos faz cair levando-nos, conseqüentemente, a levantar recuperados e melhores! O mesmo erro que é capaz de moldar o nosso caráter! O mesmo erro que nos ensina a viver! Por que me exigem perfectibilidade? Não sou e nunca serei perfeita! Sou o que sou, e sempre estarei em mutação – cruel mutação que sempre me visitará.
A verdade é que não tenho estômago para pessoas que se acham donas da verdade. Ouço e defenestro tudo, absolutamente tudo.
Quem de nós, eternas criaturas imperfeitas e errôneas, pode julgar outrem?
Certamente o problema está na hipocrisia e no falso moralismo... Ou serei eu uma extraterrestre que vê além das possibilidades humanas?


Cuide de suas frustrações! Elas podem causar o enojamento alheio.