sábado, 26 de setembro de 2009

Que...





Que aqueles que um dia me espezinharam sejam ressarcidos pela justiça divina e suprema, para que possam, acima de tudo, enxergar que estão sobre o mesmo solo que eu;
Que o lado positivo do sofrimento dê lugar às coisas grandiosas;
Que as amizades que construí sejam guardadas e mantidas em minhas entranhas;
Que a vida tão despida de magia fique para trás, num passado remoto;
Que eu tenha coragem para enfrentar e lutar, e também para saber perder, cair e levantar – para o meu próprio amadurecimento;
Que eu possa levantar vôo sempre que achar necessário;
E que me venham agora todos os sonhos que urdi no meu eu mais inconsciente, pois a vontade de viver é deveras imensurável e infrene!



Bendito sejais vós, que me devolveu a paz tão premente!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Não temerei!




Acredito, sim, que muito do que se obtém nesta vida é fruto do que se planta. Tudo que vai, volta, neste mundo tresloucado, e quando volta é motivo para desespero imediato.
Algumas pessoas são tão ínfimas e irrisórias que não se dão conta disso e acabam por menosprezar radicalmente tudo e todos, sem saber, obviamente, que se tornam cada vez menores; cada vez mais distantes do “topo”.
Costumo ignorar, calar, aquietar-me diante da atmosfera vil de sanguessugas asquerosas. Estabeleço um diálogo entre mim e eu mesma onde as emoções são ininterruptamente controladas e equilibradas. Mas o sangue ferve e às vezes as emoções são vorazes, a ponto de me empurrarem rumo ao ímpeto tão evitado.
Este ímpeto sem dúvidas é uma das sensações mais terríveis e urgentes que já senti e provavelmente jamais tornarei a sentir. É o prisioneiro inescrupuloso que habita em mim e me pune com a libertação tão necessitada; é a saudade da liberdade sadia e madura que nunca possuí.
Mas ela faz parte de uma realidade próxima. Muito próxima, ainda que distante, então não temerei.

sábado, 12 de setembro de 2009

Adaptação

Adaptei-me ao inadaptável ambiente vil de sanguessugas que tentam, incessantemente, devorar-me. Não é fácil lidar com a injeção de adrenalina, responsabilidades precoces e cruéis e sentimentos ruins. Absolutamente sozinha, quando aqueles que deveriam estender-me a mão entregam-me às paredes, muitas vezes sem ao menos sentirem. Mas sei que uma hora as lágrimas, as lamentações e a vontade de existir sucumbirão... E aí serei um aríete poderosíssimo. Isso? Não é ilusório, ao contrário do que podem e devem deduzir.