quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Rede pública de saúde



Ao falar sobre o tema em questão, fico indignada diante dos milhões de problemas que vejo em nossos hospitais públicos. A situação crítica e inexaurível, da rede pública de saúde brasileira, é digna de vergonha. Hospitais desestruturados; médicos vergonhosamente mal remunerados, desestimulados para exercercerem suas profissões arduamente; corredores adstritos que aglomeram pessoas, e muitas delas definhando e à espera para serem atendidas; A falta de remédios, e até mesmo médicos, por estarem em greve ou pedirem demissão. A situação inevitável na qual nós, seres humanos, somos obrigados a viver causa revolta. Os problemas são muitos e graves. Cabe somente ao Senhor Luiz Inácio nos dar uma satisfação e organizar esta gestão porca, que ele mesmo montou.
Lembro-me que um dia o presidente afirmou que "a saúde pública brasileira é quase de primeiro mundo". Claro! Não estava tão longe da verdade, porém, o que não ficou notável - o que foi omitido - é que não é a saúde pública brasileira que é boa, mas a saúde pública de vários países do primeiro mundo é que é ruim, burocratizada e, por isso, precária.
A situação atinge as cinco regiões brasileiras, tornando mais do que legível as graves condições. Até quando vai durar isso? Até quando este capitalismo existente no país e mundo vai durar? Quem não tem dinheiro disponível para planos de saúde sempre terá que conviver com tais situações alvitantes, sofrer em filas, sofrer com a espera e até morrer. Sei que nunca haverá um mundo perfeito; mundo perfeito só existe para pessoas que sofrem de desmemória, mas pode ser melhorado. O Brasil pode ser melhor, porém, não existem gestões competentes e interessadas em tentar organizar o país em que vivemos. O que existe pode se resumir em duas palavras: corrupção exacerbada!
Resta somente esperar a cartada final da vida, sem se preocupar com o que será vivido até lá, e se auto-desejar boa sorte.
(Um dia terei biofobia por viver em um mundo como este.)

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