terça-feira, 19 de fevereiro de 2013



Saudades da época em que tudo se findava em brincadeiras pueris, ao passo que a única responsabilidade era acordar cedo para ir à escola no dia subsequente.  
Quando cedo espaço às reminiscências que me vão vindo, percebo o quão cruel e lindo é o crescimento do indivíduo.
Sofro com as palpitações dos temores tão meus, com a dilacerante consciência de SER... Com a inquietude do “porvir”.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Brasil... Terra de encantos mil




O Ministério do Planejamento informa: neste exercício fiscal, o Ministério da Saúde sofrerá um corte de R$ 5,47 bilhões, e o Brasil mais uma vez tomou conhecimento de que o sistema político que nos cerca é deveras apavorante.  Que o governo faça cortes aqui e ali para se adequar aos seus demais gastos muitas vezes não tão frutíferos, contudo, um corte desta magnitude, maior dentre todos, é alarmante, a ponto de bispos descerem de seus sagrados templos para chamarem a atenção dos digníssimos senhores incumbidos de ministrar aquilo que acham ou não ser necessidade nossa. E, me apresso em pronunciar, quanta mesquinharia!
Realmente não dá para levar a sério uma pátria que nos entrega a um conjunto de deficiências tão notórias, já que inúmeras pessoas se enganam, definham e perecem no Sistema Único de Saúde (SUS), quando este, garantia social firmada em lei, deveria ser o mais completo seguro de saúde para cidadãos, mas que, na verdade, padece de uma imundície inocente.
Obviamente, os senhores que aprovaram tamanho desrespeito não estão submetidos aos nossos males, já suas remunerações ultrapassam os limites do razoável... Os limites do bom senso.
Não disponho mais da ingênua sensação de que está melhorando. Nem devo, pois diariamente noticiários como este me invadem a visão, e enxergo com clareza o vilipêndio à nossa dignidade!
Brasil... Terra de encantos mil.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

LUTO!











A violência que arrasa o mundo é inevitável, uma vez que é consequência do desenvolvimento que galgamos, porém, me consterno com a atual situação da capital paraibana, palco de muita instabilidade e homicídios horríficos. A cidade de João Pessoa está de luto, não somente pela precoce morte do funcionário público Bruno Ernesto, mas pela ausência de segurança que tolhe nossa liberdade de locomoção: o direito de ir, vir e ficar, assegurado por um sistema de leis que não é mais nosso, pois a rigidez é ignorada por parlamentares que temem pelo próprio pescoço.
Nossa cidade, tão admirada pelo seu verde altivo, tem fenecido, e leva consigo a tranquilidade de uma sociedade agora aterrorizada, já que segurança virou assunto secundário, se assumindo como anedota.
É mais conveniente ao nosso país abafar o terrorismo que nos toma com muito carnaval, futebol e cerveja gelada, afinal, é o ópio do povo brasileiro acomodado às suas desgraças.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012




Espantou-me a votação acirrada que decide um futuro mais favorável para o Judiciário e seus beneficiados, mas a decisão, ainda que provisória, representa a ascensão do respeito ao povo brasileiro, ainda que de forma tão custosa.

O Estado Democrático de Direito aclama de pé a decisão da Excelsa Corte por uma transparência justa e anteriormente ofuscada por uma ineficiência vil. O Conselho Nacional de Justiça está além de um órgão incumbido de zelar por princípios essenciais da Administração Pública, voltando-se para o Poder Judiciário tão envolto por magnificência prolixa e obscuridades escancaradas. É um nítido combatente dos interesses de uma nação tão explorada e despida de ânimo, que aparenta estar fadada à leviandade de muitos.

O Judiciário vem sendo o protagonista de inúmeros escândalos injustificados, ocultando deuses olímpicos que fruem as lacunas que os envolvem em privilégios desmerecidos e frutos de uma hierarquia primitiva e ainda vigorante, servindo de suporte para imunidade: impunidade!
Deixo aqui minhas mais leais congratulações à Corregedora Nacional de Justiça, Eliana Calmon, pelo seu veemente empenho nas causas também nossas, mostrando, sem temores, que não se adequa a um poder utilizado de modo covarde.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Regozija-te, país do futebol!



Regozija-te, país do futebol, enquanto me entristeço com as tuas maldições tão viscerais! Brasil, país de riquezas mil, de povo trabalhador e esforçado: explorado! Estuprado com o que se considera mais digno... A própria Democracia! Onde estará a Democracia? Talvez no sufrágio que constitui os teus representantes vis, que formam uma modalidade assustadora de sistema: o da Corrupção, servindo como exemplo, inclusive, nos livros dos teus estudantes.
Brasil, como comportas a ciência de que o teu povo esmorece em meio às desgraças e que, assim sendo, continuas a insistir numa megalomania utópica, de tão momentânea! Como se parecesse irrisório bilhões do dinheiro público sendo jogados ao vento e colocando a dignidade, princípio supremo do Estado Democrático de Direito, em último plano.
Que futuro almejas, nação heróica, se estás a perder os teus filhos num caos hiperbólico e irreparável? Como pretendes servir de inspiração, quando todos os teus princípios são negados dia após dia com o teu descaso! Tua Lei Magna é intrujona, Brasil, e tudo que proteges têm fenecido. E o vazio... Ah, o vazio! É a pior das sensações desta presente incrédula.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A frigidez desta noite não é anômala: é, mais uma vez, o congelar de uma existência despida de entusiasmo, prestes a, quem sabe, sufocar em suas moléstias.

Por vezes indago aos céus sobre o mistério indecifrável e voraz que é a vida, sobre o porquê de ter que possuir tamanha coragem, mas o que vem a ser a vida senão o exercer de nossa insanidade natural?

O dia do juízo final se aproxima, e o sofrimento é o único sentimento ao qual sei que estou fadada, sem direito a rogos.

Sem ruborizar, aceito a existência e o seu pulsar a tentar extirpar o pessimismo de outrora, onde a realidade aparece sem embustes. Por quê? Desconheço.

Restou-me a existência. Apenas a existência.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Utopia

Aceitar-me como verdadeiramente sou é uma violência lançada contra mim mesma.
Minha sensibilidade pusilânime pode parecer risível aos olhos dos que não veem as incisões, mas é claro que a humanidade está demasiadamente submersa em seu inexorável modo de existir.
Já os meus ideais, surreais de tão longínquos, me atribuem uma ingenuidade extraterrena à audição de quem os ouve, pois a sociedade enferma não é mais capaz de suportá-los, e estupidez é eufemismo diante de tamanha imundície.
As minhas reflexões, tão minhas, me acometem à visões que eu desejaria não possuir.
As minhas atitudes tentam se adequar analogicamente àquilo que pode ser considerado forte, uma vez que demonstrando fraqueza se é tragado pelo sistema animalesco.

A idéia de liberdade é tão postiça quanto a pseudodemocracia desta pátria caótica.

A verdade mais verossímil é que estamos inseridos em uma atmosfera onde só nos resta o egoísmo... O pior: o voluntário, o consciente.
Nos resta também a existência cabisbaixa de um povo acomodado com a própria miserabilidade de espírito.

É... À essa distância do caminho tudo é utopia.