sábado, 30 de maio de 2009

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Amar é ser irracional, e racionalmente desejo defenestrar tudo, absolutamente tudo. Carrego um peso horrendo que me frustra; frustra levando-me a duvidar de mim mesma, a duvidar de tudo que é positivo ao meu redor. Sei que não posso, mas deixo a vontade de desistir invadir-me e sucumbo ao nada. De que me valem as tuas palavras hipócritas e os teus sorrisos tão efusivos se já não sou tão ingênua quanto pensas? Desconheces o meu mistério. Não sabes do que sou feita. Não sabes em que me transformei. E continuarás desconhecendo.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Desigualdade Social



Acredito que os pensadores socialistas da antigüidade sofreriam horrores se pudessem ver a situação caótica em que a sociedade se encontra. Os problemas de outra época se tornaram mínimos e quase inexistentes perto dos atuais. A sociedade está doente. Está repleta de ideologias que a tornam podre.
Penso, penso, e só enxergo ignorância, perfídia, egoísmo, prepotência, corrupção e uma série de terríveis características que assolam este mundo vil. Já não vejo televisão. Conseqüentemente, estou quase adquirindo a ilusória biofobia que me levará ao escasso grupo de seres humanos sociais que enxergam a imundície – e o pior de tudo: sofrem com ela. Ah, devo ser patética aos olhos de muitos, mas que fique bem transparente que não sonho com ressocializações, mudanças, melhoras e etc., pois a realidade é conseqüência de nossas atitudes, e sonhar com uma realidade melhor seria, de fato, patético e ridículo. Abstenho-me de teorias utópicas, até porque costumo ser bem racional quando o alvo é o mundo.
O ímpeto que me trouxe ao computador para escrever veio após o tema Desigualdade Social, para um seminário de Sociologia. Confesso que não gosto muito de Sociologia, pois estudar a sociedade, considerando seus problemas e dilemas, não me instiga. Estudei sobre as causas e conseqüências da tal Desigualdade Social.
Além de ser gerada pela omissão, corrupção e insuficiência dos órgãos e autoridades “competentes”, nós, sociedade, temos uma parcela altíssima de culpa.
Quando fazemos uma análise das sociedades identificamos de imediato a existência de diversidades e desigualdades sociais. Muitas delas são resultados da natureza humana, que nos distingue na etnia, altura, idade e etc., mas as desigualdades sociais são produtos das relações estabelecidas entre os indivíduos, que os separam em opressores e oprimidos pelos mais variados motivos, algo que já existe há longos anos em todo o mundo; muito antes das diferenças horríveis entre homens, mulheres, adultos e jovens, heterossexuais e homossexuais, burgueses e proletários e etc. que marcaram o século XX e levaram milhares de pessoas às ruas em manifestações e movimentos que defendiam seus interesses. O fato é que estas desigualdades continuam existindo, apesar das grandes melhorias obtidas através dos nossos antepassados (muitos até morreram nessas lutas) continuam existindo como instrumento de opressão e provocando a exclusão dos “inferiorizados”. A condição de gay ou lésbica é atacada; as mulheres sendo taxadas de domésticas e sexo frágil; os pobres continuam sendo discriminados e explorados. Estas discriminações operam com tal violência (física e psicológica), que o indivíduo discriminado sofre com a exclusão. Os opressores, que encontram uma série de falsas vantagens de natureza quase exclusivamente psicológica para contribuir com a opressão, vêem nos oprimidos um objeto de repúdio que merece ser ridicularizado e acabam coagindo, estabelecendo normas criadas por eles, tirando proveito dos mais fracos.
Os reflexos do ciclo de opressores e oprimidos estão presentes nas taxas de desemprego, nos rendimentos em salário, na pobreza existente em nosso país e no mundo. Muitas vezes em nossa vida achamos que os pobres são burros e ignorantes. Que as mulheres são inferiores. Que os negros são porcos e sujos e vieram da África. E que os jovens do Ensino Médio vão conseguir um emprego fazendo um excelente curso técnico. Enfim, estamos controlados pelas ideologias existentes no mundo. Estamos presos à idéia de que é melhor se adaptar a isto do que tentar modificar.
A ideologia gera desigualdades sociais quando os IDEAIS são de diferenciação e não de igualdade.

domingo, 17 de maio de 2009

Thalita Emanuelly




A ingenuidade e a inocência têm lá o seu charme. A perfídia não. É muito difícil discorrer sobre o caso da menina – sim, pois aos 16 anos, independente do ritmo de vida, ainda se é menina – Thalita Emanuelly. Confesso que eu, que a vi pequena e já adolescente, fiquei imensamente perplexa. Não pelas acusações que fizeram e fazem contra sua índole, até porque ninguém conhece a gênese deste envolvimento com os seres humanos cruéis e vis. Fiquei e fico perplexa com esta mocidade tão provectamente perdida.
Aos 15 anos eu ainda brincava de boneca, e agora, aos 18, vejo meninas de 15 em festas, alcoolizadas; tão fáceis, tão inconseqüentes... Tão ingênuas com a pouca idade. A mocidade está perdida e eu, que também estou na fase da lepidez, prefiro ser amante dos meus livros e da minha decência. A quem podemos culpar por estas moças e rapazes perdidos? Aos pais? Ao mundo, por girar e evoluir tão rapidamente?
Voltemos ao escopo: Thalita me cumprimentava sempre que nos encontrávamos por acaso. Lamento profundamente por ela, que acabou sem vida num chão imundo, e pela sua mãe, que agora está no mundo, triste pela perda e talvez incerta, culpada, arrependida...
Espero que o homicídio tão premeditado sirva de exemplo. Espero que menos mães e pais tenham que chorar lágrimas de sangue ao verem filhos mortos. A maldade existe, e a ignorância também.
E eu espero que Deus me proteja e me guarde deste mundo repleto de pessoas inescrupulosas.



Às 04:53.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Fantasmas...





Tenho agora todos os sentimentos que me são ruins. De matéria presente e alma distante, eu já não sei o que fazer para preencher este vazio que corrói.
É bem verdade que a vida continua a presentear-me, a encher-me de esperanças... Mas agora nada me serve. Nada me preenche. Nada me afaga.
Meus pensamentos pesam... Pesam como um peso quase insuportável, e a sensação de estar prestes a sucumbir vem nefanda, causando pânico. Cruel noite nostálgica! Por que insistes em me atormentar com os teus fantasmas?











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