quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Ah, o amor....





Costumo dizer que a humanidade tem sérios problemas de ignorância, estupidez, futilidade, mas penso que acima disto existe o amor - é raro, mas existe. Acredito que o amor da maior parte da humanidade é ilusório. Com o tempo, com as gerações, as pessoas o generalizaram. Se pararmos para pensar, vemos que o amor sincero, puro, imaculado e impoluto que existiu para os nossos antepassados deu lugar ao amor ilusório repleto de interesses, falsidade, oportunismo: mitomania pura.
Pouco falo de amor, quase nada eu diria,mas quando falo emociono-me a ponto de cair em prantos. Sou uma eterna apaixonada por aqueles que conquistaram o meu coração. O amor por estes, tão raros, reside em cada gotícula de sangue que possuo em minhas veias; em cada pensamento que meu cérebro produz; em cada litro de ar que chega aos meus pulmões; em cada pulsar do meu coração. Sem meias palavras, digo que o amor é tão imprescindível quanto o ar que respiro ou qualquer outra coisa que meu corpo não possa se abster. Posso senti-lo tocar minha alma; posso sentir sua presença, ubíqua, em minhas entranhas, e por isso considero-me a mais soberba!
O amor resiste a qualquer distância, a qualquer orgulho, a qualquer indiferença, a qualquer desavença. O verdadeiro amor não acaba. O verdadeiro amor não se esvai. O verdadeiro amor é incondicional e eterno. Não existe vergonha; não existe egoísmo; não existe egocentrismo; não existe contrição. Não me atrevo a tentar descrever o sentimento mais ciclópico e belo que existe, pois nenhum epítome é suficiente. Ah, o amor! Sem dúvidas é o sentimento mais belo e exuberante que um ser é capaz de possuir.

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