"Sede de ar, vento, mar, pôr-do-sol, pés descalços, madrugada (oh minha doce madrugada!), chuva, literatura, liberdade, independência, vôo, amor, vida...
O que acontece? Não sei, não sei. Tenho em mim, agora, a sede do universo: a transcendente, a infrene, a infinita sede. Há dias em que dá raiva viver, mas satisfaço-me em ser e não esmoreço: conheço o processo... Sei que é finito, e também sei que é moroso...
A sede é problemática, leitor. É eterna – a minha vai além deste intróito filosófico, patético e meigo exposto aqui, portanto, não te enganas, não te deixas envolver, pois estas lacunas que existem nas entrelinhas são o meu segredo, e se cairdes, não te salvo, leitor esdrúxulo."
O que acontece? Não sei, não sei. Tenho em mim, agora, a sede do universo: a transcendente, a infrene, a infinita sede. Há dias em que dá raiva viver, mas satisfaço-me em ser e não esmoreço: conheço o processo... Sei que é finito, e também sei que é moroso...
A sede é problemática, leitor. É eterna – a minha vai além deste intróito filosófico, patético e meigo exposto aqui, portanto, não te enganas, não te deixas envolver, pois estas lacunas que existem nas entrelinhas são o meu segredo, e se cairdes, não te salvo, leitor esdrúxulo."
(A mais bela das frustrações - B. Magalhães)
Nenhum comentário:
Postar um comentário