domingo, 17 de maio de 2009

Thalita Emanuelly




A ingenuidade e a inocência têm lá o seu charme. A perfídia não. É muito difícil discorrer sobre o caso da menina – sim, pois aos 16 anos, independente do ritmo de vida, ainda se é menina – Thalita Emanuelly. Confesso que eu, que a vi pequena e já adolescente, fiquei imensamente perplexa. Não pelas acusações que fizeram e fazem contra sua índole, até porque ninguém conhece a gênese deste envolvimento com os seres humanos cruéis e vis. Fiquei e fico perplexa com esta mocidade tão provectamente perdida.
Aos 15 anos eu ainda brincava de boneca, e agora, aos 18, vejo meninas de 15 em festas, alcoolizadas; tão fáceis, tão inconseqüentes... Tão ingênuas com a pouca idade. A mocidade está perdida e eu, que também estou na fase da lepidez, prefiro ser amante dos meus livros e da minha decência. A quem podemos culpar por estas moças e rapazes perdidos? Aos pais? Ao mundo, por girar e evoluir tão rapidamente?
Voltemos ao escopo: Thalita me cumprimentava sempre que nos encontrávamos por acaso. Lamento profundamente por ela, que acabou sem vida num chão imundo, e pela sua mãe, que agora está no mundo, triste pela perda e talvez incerta, culpada, arrependida...
Espero que o homicídio tão premeditado sirva de exemplo. Espero que menos mães e pais tenham que chorar lágrimas de sangue ao verem filhos mortos. A maldade existe, e a ignorância também.
E eu espero que Deus me proteja e me guarde deste mundo repleto de pessoas inescrupulosas.



Às 04:53.

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