
Espantou-me a votação acirrada que decide um futuro mais favorável para o Judiciário e seus beneficiados, mas a decisão, ainda que provisória, representa a ascensão do respeito ao povo brasileiro, ainda que de forma tão custosa.
O Estado Democrático de Direito aclama de pé a decisão da Excelsa Corte por uma transparência justa e anteriormente ofuscada por uma ineficiência vil. O Conselho Nacional de Justiça está além de um órgão incumbido de zelar por princípios essenciais da Administração Pública, voltando-se para o Poder Judiciário tão envolto por magnificência prolixa e obscuridades escancaradas. É um nítido combatente dos interesses de uma nação tão explorada e despida de ânimo, que aparenta estar fadada à leviandade de muitos.
O Judiciário vem sendo o protagonista de inúmeros escândalos injustificados, ocultando deuses olímpicos que fruem as lacunas que os envolvem em privilégios desmerecidos e frutos de uma hierarquia primitiva e ainda vigorante, servindo de suporte para imunidade: impunidade!
Deixo aqui minhas mais leais congratulações à Corregedora Nacional de Justiça, Eliana Calmon, pelo seu veemente empenho nas causas também nossas, mostrando, sem temores, que não se adequa a um poder utilizado de modo covarde.
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