A violência que arrasa o mundo é inevitável, uma vez que é consequência do desenvolvimento que galgamos, porém, me consterno com a atual situação da capital paraibana, palco de muita instabilidade e homicídios horríficos. A cidade de João Pessoa está de luto, não somente pela precoce morte do funcionário público Bruno Ernesto, mas pela ausência de segurança que tolhe nossa liberdade de locomoção: o direito de ir, vir e ficar, assegurado por um sistema de leis que não é mais nosso, pois a rigidez é ignorada por parlamentares que temem pelo próprio pescoço.
Nossa cidade, tão admirada pelo seu verde altivo, tem fenecido, e leva consigo a tranquilidade de uma sociedade agora aterrorizada, já que segurança virou assunto secundário, se assumindo como anedota.
É mais conveniente ao nosso país abafar o terrorismo que nos toma com muito carnaval, futebol e cerveja gelada, afinal, é o ópio do povo brasileiro acomodado às suas desgraças.

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