
Gosto de escrever pois, para mim, uma folha de papel pode ser um exímio e leal confidente. Sei que nada posso falar sobre a vida, tampouco dar lições, mas gosto de escrever sobre os "risos", as "lágrimas" e, principalmente, sobre os "tijolos" que erguem meu edifício. Para mim, a vida é um "edifício" que tem que ser erguido no decorrer dos anos, cujas principais fontes de "força" para se chegar ao auge vêm, justamente, dos momentos em que caímos e levantamos.
Jamais imaginei que um dia poderia ver os lados positivos das fatalidades e momentos de aflição que passearam e passeiam em minha vida. Hoje posso ver que são de extrema importância para o meu crescimento como pessoa, como ser humano. Minha vida passa longe do que considero perfeita, mas seria risível murmurar ou desistir de vivê-la por isso. Tomada ou não pelo otimismo que emerge em meu ser, sei que tenho tudo que preciso para me sentir tranqüila; sei que tenho ferramentas e que sou capaz (todos nós somos) de chegar onde quero.
Somos responsáveis por nossas escolhas, negligências, omissões, intrepidez, perseverança e uma infinidade de coisas. Perdas fazem parte da vida, e, se tivermos discernimento, podem ser um estímulo que nos leva á vitória. Até então, aprendi que "engolir" a tristeza e se render ao "dilúvio" só nos imerge ainda mais. Aprendi que ousadia tem poder e que o equilíbrio das coisas depende de nós mesmos. Fatalidades e acasos acontecem: somos inocentes e muitas vezes mergulhamos nos logros que só tornam o "penhasco" ainda maior, e deixam brechas para o desfalecimento instalar-se.
Meu crescimento tem sido insípido, afanoso, iníquo... Por quê?! Por durante muito tempo ter agido como uma inerte, permitindo que eu mesma me enganasse, adiasse as coisas e, principalmente, descartasse o "Querer é poder" (Tenho uma demasiada estima pela mulher que assim me ensinou). A baixa auto-estima é algo terrível e eu, infelizmente, sei muito bem disso. Mas, adiar as coisas, ou afundar na própria tristeza, só faz com que a hora de agir, e a guerra a se enfrentar, sejam mais dolorosas. Se pudéssemos ver que nem sempre as coisas são o que aparentam ser e que poderíamos ser vitoriosos nas coisas que consideramos mais inexeqüíveis, antes de deixar a languidez entrar, tudo seria bem melhor. Muitas vezes somos acéfalos, covardes e pérfidos com nós mesmos. Quando se está deprimido, ser tácito não é o melhor caminho (promulgo por experiência própria). Os últimos anos foram linfáticos para mim. Me sentia contrita, mas assim prossegui... estupidamente errônea, até finalmente aprender que uma manhã, uma tarde e uma noite perdidas jamais podem voltar.
Em minha atual guerra por muitas vezes pensei em desistir, em perecer... mas tenho sempre em mente que "querer é poder", e, ao cair, levanto mais forte. Todos nós, ao cairmos, deveríamos levantar e continuar lutando; deveríamos ter mais fidúcia, afinal: QUERER É PODER, SIM!
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